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sábado, 19 de março de 2011

Bittersweet Symphony The Verve


Pois é uma sinfonia da amargura da vida
Tente viver dentro de seus recursos
Você é um escravo do dinheiro e depois morre
Eu vou te levar pela única estrada onde já estive
Você sabe, aquela que te leva aos lugares
Onde todas as veias se encontram

Sem mudanças, eu posso mudar
Eu posso mudar, eu posso mudar
Mas estou aqui em minha forma
Estou aqui no meu molde
Mas sou um milhão de pessoas diferentes
De um dia para o outro
Não posso mudar minha forma
Não, não, não, não, não

Bem, eu nunca rezei
Mas hoje estou de joelhos, sim
Preciso ouvir alguns sons que identifiquem a dor em mim, sim
Vou deixar a melodia brilhar, limpar minha mente, me sinto livre agora
Mas as ondas do ar estão limpas e ninguém canta para mim agora

Sem mudanças, eu posso mudar
Eu posso mudar, eu posso mudar
Mas estou aqui em minha forma
Estou aqui no meu molde
Mas sou um milhão de pessoas diferentes
De um dia para o outro
Não posso mudar minha forma
Não, não, não, não, não
Não posso mudar
Não posso, mudar

Pois é uma sinfonia da amargura esta vida
Tente viver dentro de seus recursos
Você é um escravo do dinheiro e depois morre
Eu vou te levar pela única estrada onde já estive
Você sabe, aquela que te leva aos lugares
Onde todas as coisas se encontram

Você sabe que eu posso mudar, eu posso mudar
Eu posso mudar, eu posso mudar
Mas estou aqui em minha forma
Estou aqui no meu molde
E eu sou um milhão de pessoas diferentes
De um dia para o outro
Não posso mudar minha forma
Não, não, não, não, não

Não posso mudar minha forma
Não, não, não, não, não
Não posso mudar
Não posso mudar meu corpo
Não, não, não, não, não

Eu vou te levar pela única estrada onde já estive
Eu vou te levar pela única estrada onde já estive
Onde já estive
Já estive
Já estive
Já estive
Já estive
Você algum dia já esteve lá?
Você algum dia já esteve lá?


Tradução tirada daqui.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

MEMES



            Eu bem que pretendia fazer a postagem inteira por meio da tirinha. Mas fiquei com preguiça. De maneira bem simples, só acrescento uma simples observação.

            Arte é uma forma de manifestação cultural livre e que caracteriza um grupo ou uma cultura em específico. No caso dos memes, eles representam a cultura que é propagada especificamente na internet. Aqueles que nela não estão inseridos, sobre ela certamente não têm nenhum conhecimento.
            A era digital chegou para abalar antigos conceitos sobre “direitos autorais” entre outras velharias. Primeiro, caiu do poder, as gravadoras. Queda iniciada pela divulgação do Nepster. Lojas de música, ou se especializam em instrumentos, ou acabam falindo.
            Agora, a produção artística e cultural já está se tornando algo de simples acesso para qualquer um que buscar. Cursos online de photoshop, programas de edição de vídeo e áudio são encontrados por todos os cantos. Remix de diversas músicas são encontrados às milhares pela web. Temo sinceramente pelo dia em que a produção textual e intelectual permitisse romper e ser divulgada em plena liberdade. À aqueles que não se adaptarem, estarão fadados a falência e torna-se-ao obseletos em muito breve. 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Retalhos - Craig Thompson


Thompson retrata sua própria história, da infância até o início da vida adulta, numa cidadezinha de Wisconsin, no centro dos Estados Unidos, que parece estar sempre coberta pela neve. Seu crescimento é marcado pelo temor a Deus – transmitido por sua família, seu colégio, seu pastor e as trágicas passagens bíblicas que lê -, que se interpõe contra seus desejos, como o de se expressar pelo desenho.
Com a adolescência, seus desejos se expandem e acabam tomando forma em Raina – uma garota vivaz, de alma poética e impulsiva, quase o oposto total de Thompson – com quem começa a relação que mudará a visão que ele tem da família, de Deus, do futuro e, enfim, do próprio amor.

Essa grafic novel é em minha opinião, um apelo e denuncia sobre as consequências de se viver imerso em uma religiosidade doutrinada pelo medo e pela promessa de uma salvação.
Não viso esse como uma forma de afronta ou ataque à igreja católica, mas como um belíssimo relato pessoal de Craig Thompson a respeito de suas próprias experiências, enquanto viveu pela doutrina cristã e sobre a maneira como se desprendeu desta.


Intercalando relatos sobre sua infância e adolescência, o livro enfatiza o sentimento sobre dormir ao lado de outra pessoa. Descreve de maneira poética a forma como nossa mente pode ser transformada pelo sentimento do amor. Amor que por vez nos leva à loucura, mas também pode nos livrar da mentira, despertando a sinceridade e sensatez quanto aos nossos próprios sentimentos e a maneira como lidamos com eles.
Recomendo para qualquer pessoa, mas principalmente àqueles que não se importam de ter sua religiosidade e concepções pessoais questionadas. Permitam-se refletir sobre a realidade cruel que enfrentamos desde o momento em que nascemos até a hora de nossas mortes: Por estamos aqui? Quem nos colocou nesse mundo, e para onde vamos depois de morrermos?


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Macacos Dançarinos



Há bilhões de galáxias no universo observável. E cada uma delas contém centenas de bilhões de estrelas. Em uma dessas galáxias, orbitando uma dessas estrelas, há um pequeno planeta azul. E este planeta é governado por um bando de macacos. 
Mas esse macacos não pensam em si mesmos como macacos. Eles nem se quer pensam em si mesmos como animais. De fato, eles adoram listar todas as coisas que eles pensam separá-los dos animais: Polegares opositores, autoconsciência, eles usam palavras como Homo Erectus e Australopithecus. Você diz to-ma-te eu digo to-ma-ti. Eles são animais, certo?
Eles são macacos. Macacos com tecnologia de fibra ótica digital de alta velocidade, mas ainda assim macacos. Quero dizer, eles são espertos, você tem que conceder isso. As pirâmides, os arranha-céus, os jatos, a Grande Muralha da China, isso tudo é muito impressionante, para um bando de macacos.
Macacos cujos cérebros evoluíram para um tamanho tão ingovernável que agora é bastante impossível para eles ficarem felizes por muito tempo. Na verdade, eles são os únicos animais que pensam que deveriam ser felizes, todos os outros animais podem simplesmente ser.
Mas não é tão simples para os macacos, pois os macacos são amaldiçoados com a consciência. E assim os macacos têm medo, os macacos se preocupam, os macacos se preocupam com tudo, mas acima de tudo, com o que todos os outros macacos pensam. Porque os macacos querem desesperadamente se encaixar com os outros macacos. O que é bem difícil, porque a maior parte dos macacos se odeia.
Isto é o que realmente os separa dos outros animais. Estes macacos odeiam. Eles odeiam macacos que são diferentes, macacos de lugares diferentes, macacos de cores diferentes. Sabe, os macacos se sentem sozinhos, todos os 6 bilhões deles.
Alguns dos macacos pagam outros macacos para ouvir seus problemas. Os macacos querem respostas, os macacos sabem que vão morrer, então os macacos fazem deuses e os adoram. Então os macacos começam a discutir quem fez o deus melhor, e os macacos ficam irritados e é quando geralmente os macacos decidem que é uma boa hora de começar a matar uns aos outros.
Então os macacos fazem guerra. Os macacos fazem bombas de hidrogênio. Os macacos têm o planeta inteiro preparado para explodir. Os macacos não sabem o que fazer.
Alguns dos macacos tocam para uma multidão vendida de outros macacos. Os macacos fazem troféus e então eles os dão para si mesmos como se isto significasse algo.
Alguns dos macacos acham que sabem de tudo. Alguns dos macacos lêem Nietzsche. Os macacos discutem Nietzsche sem dar qualquer consideração ao fato de que Nietzsche era só outro macaco.
Os macacos fazem planos. Os macacos se apaixonam. Os macacos fazem sexo e então fazem mais macacos. Os macacos fazem música, e então os macacos dançam. Dancem macacos, dancem! 
Os macacos fazem muito barulho, os macacos têm tanto potencial. Se eles pelo menos se dedicassem. Os macacos raspam o pêlo de seus corpos numa ostensiva negação de sua verdadeira natureza de macaco.
Os macacos constroem gigantes colméias de macacos que eles chamam de "cidades". Os macacos desenham um monte de linhas imaginárias na terra. Os macacos estão ficando sem petróleo, que alimenta sua precária civilização. Os macacos estão poluindo e saqueando seu planeta como se não houvesse amanhã. Os macacos gostam de fingir que está tudo bem.
Alguns dos macacos realmente acreditam que o universo inteiro foi feito para seu benefício, como você pode ver, esses são uns macacos atrapalhados.
Estes macacos são ao mesmo tempo as mais feias e mais belas criaturas do planeta, e os macacos não querem ser macacos, eles querem ser outra coisa mas não são.

Eu sei, seu sei, esse vídeo é dos antigos. Mas como esse blog também me serve para poupar digitais, eu coloco aqui, o que não desejo precisar repetir e repetir dezenas de vezes em fóruns por ai a fora.

Esse vídeo nós trás uma reflexão deveras muito boa sobre a nossa realidade como humanos, vivendo nessa nave redonda, sem compreender de onde viemos, sem tanta certeza sobre para onde vamos nos dirigir.
Muito se questiona e debate sobre a origem de tudo, bem como se discuti o fim do mundo. Mas o princípio e o fim existem muitas questões mal resolvidas, e que merecem muito mais nossa atenção.
       Se existe sentido em observar o passado, que seja para aprender com as lições que este nos provém, e aplicar-las no cotidiano. Caso seja para ponderar sobre como será o futuro, que passemos a trabalhar hoje, para uma melhor construção sobre o que herdarão nossos descendentes.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Super Homem?

            Quem já sonhou alguma vez andar pelas paredes, dar saltos magníficos, feito os super-heróis que acompanhávamos em nossa infância televisiva? A fantasia com a qual brincamos em nossas mentes. Sonhamos acordados. Sonhamos com super habilidades, sonhamos em levar uma vida dupla, uma no trabalho com a família, outra nas ruas combatendo o crime.


            Existem pessoas que decidiram seguir suas pretensões infantis, ainda que apenas no tempo livre que possuem do trabalho. Azo é um animador de jogos eletrônicos. Ele acaba trazendo as coisas que ele desenvolve na vida real para as suas animações dentro do novo projeto no qual trabalhou em 2010.


            Em tradução para os que não estão familiares com o inglês: Neste vídeo acima ele explica que muitos movimentos que ele reproduz no jogo, são baseados em movimentos que ele já faz na vida real. Enquanto que outros movimentos ele cria para utilizar no jogo. E por diversão, ele acaba por tentar imitar alguns movimentos que foram criados no jogo, na vida real.

            O interessante é perceber que ele não se dedica para esses truques em tempo integral, mas utiliza deles no próprio trabalho. É um excelente exemplo de uma pessoa que arrumou uma inteligente maneira de conciliar seu lazer com o seu trabalho.

            Não posso deixar de admitir um misto de admiração com inveja. As habilidades desenvolvidas por Azo são sem dúvidas magníficas e sem igual. Mas acho que podemos todos tirar uma lição com alguém que encontra tempo para desenvolver truques tão elaborados e extravagantes, sem necessariamente dedicar todo seu tempo a eles.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Fim de Ano

            Eram 13:32 e como de costume, o professor estava atrasado. Meu amigo/colega me chamou em sua carteira:
            _Ai cara, vem cá ver uma questão. Eu não estou entendendo como; estou fazendo as contas, mas não confere com a resposta.
            Prepotente, comecei a resolver a questão no próprio quadro, aproveitando os pincéis que ali estavam largados. Quando meu caro amigo Anderson interveio e mostrou que eu estava completamente errado em minha solução. Perplexo e contente por estar sendo corrigido, eu tentei armazenar o máximo possível sobre a “nova perspectiva” sobre o conteúdo da prova que eu estava a menos de 5 minutos de realizar.
            O professor chega à sala. Todos se dispõem em suas carteiras. De certo, eu nunca estivera tão ansioso. Nem mesmo o vestibular (os dois que realizei) me deixou tão ansioso quanto estive naquele momento. Eu abro a prova. Leio a primeira questão, pulo para a próxima. Segunda questão, eu passo de novo. Mas a terceira questão, essa sim me despertou lembranças. Justamente a mesma questão que me aventurei a resolver 5 minutos antes, no quadro.
            Foi a diferença entre aprovação e reprovação. Sim! Pela Glória da China, sim! Eu fui aprovado! Passei em Álgebra Linear! Passei em todas as matérias da minha faculdade. E a sensação, foi melhor do que passar no vestibular. Meu amigo que me corrigiu quanto à resolução do quadro, esse também passou, e passou com média até alta. Mas aquele que propôs a questão da minha salvação, não fora aprovado.
            Passei meu último mês em uma correria sem fim. Mil tarefas por fazer, e um blog para atualizar. Mas agora que estou de férias, vou estar mais atarefado do que nunca. Pois uma coisa é se dedicar para alcançar as expectativas impostas por terceiros. Outra coisa bem diferente é trabalhar para cumprir com suas expectativas e projetos pessoais. Com isso começam aquelas velhas promessas de fim de ano:
            _Prometo estudar mais.
            _Prometo lutar para emagrecer.
            _Prometo encontrar uma namorada.
            _Prometo arrumar um emprego.
            _Prometo escrever mais para o meu blog.
            Deveriam designar no universo fantástico, algum lugar mitológico para onde iriam as promessas mal cumpridas. Feito uma Terra do Nunca. Poderia ser a Terra do Prometeu (sem profundas intertextualidades). “Prometeu, mas não cumpriu” seria um bom slogan.
            Tínhamos fechado a conta no bar e estávamos atravessando uma ponte que liga dois bairros quando eu resolvi fazer uma confissão aos meus amigos:
            _Eu odeio o natal.
            _Sério? Por quê? – Indagou o mais sagaz dos outros dois presentes.
            _Eu odeio tudo em relação ao natal. Odeio a árvore de natal, ela é tão feia. Odeio todos os enfeites de natal. Odeio aquele boneco quebra nozes, ele é feio. Odeio aqueles enfeites de doces em forma de bengala. Odeio essas malditas luzes que ficam piscando noite e dia, é ridículo e feio também.
            _”Grinch”!
            _Eu to falando sério cara. E o pior de tudo é o papai Noel. Ele com aquela cara barbuda e aquelas bochechas rosadas. Ele é tosto. Não gosto dele. Essa história de velhinho bondoso nunca colou comigo.
            _Cara, você está ficando verde! – Meus amigos quase gargalhavam.
            Muitos viriam a me dizer que o verdadeiro espírito natalino diz respeito ao nascimento do filho de deus. Mas eu acho que está mais relacionado com a maneira com que Constantino desejava difundir o cristianismo e acabou por juntar datas de festividades pagãs, para ajudar a adaptação no processo de conversam. Mantiveram o clima de festividade, só trocaram o foco da atração.
            Desde criança, nunca senti muita atração ou conforto pela sensação de fim de ano. Natal, e seis dias em seguida, ano novo. Um clima de depressão sempre bateu em mim. Afastado de mais colegas de escola, não tanto por não ter amigos, mas por que todos estavam trancados juntos à “família”.
            É como se não tivesse onde me esconder, sem escapatória ou opção. Pois se desejasse estar longe de minha casa enquanto comem peru ou erguem taças de espumante, para qual outro lugar eu iria? Nem mesmo os mais profundos confins de minha mente seriam capazes de me proteger e obscurecer sobre essa tediosa experiência de fim de ano. Sorrisos desarranjados, abraços desconfortáveis. Oh, Clarice! Eu te entendo, eu finalmente te entendo!
            Então é isso pessoal. Essa foi a postagem mais ou menos descontraída do fim de ano. Desejo uma farta mesa de Natal e uma boa bebedeira de ano novo a todos!

sábado, 20 de novembro de 2010

Fala que eu estou te vendo

           Pouco tempo depois de conseguir arrumar um emprego que lhe rendia dez salários mínimos, meu pai já estava bem instalado na área de centro de processamento de dados de uma das maiores mineradoras do Brasil, a Usiminas. Lendo artigos sobre programação, ele se deparou com um artigo sobre uma nova forma de programar, um modelo moderno para a época, e tentou trazer esse novo modelo para dentro de sua área de trabalho.
            Sofreu pesada resistência e preconceito. Imaginem um rapaz de vinte e poucos tentando ditar para homens que lá trabalhavam a mais de 15 anos qual a maneira que eles deveriam de trabalhar. Depois de reconhecida a superioridade da linguagem que ele estava tentando trazer, todos os funcionários foram obrigados a aprender o novo modelo, e dessa forma meu pai foi o responsável por uma revolução de inovação e maior eficiência dentro da empresa.
        O mundo gira. Dá largas voltas. Se você não acompanhar, você dança. Você dança? Bem, existem muitas maneiras de dançar. Muitas vezes a idéia de “dançar” é conotada como “se dar mal” ou “ficar de fora”. Mas na minha perspectiva, eu diria que quem fica de fora é quem não dança de acordo com a música. Quem se dá mal é quem dança fora do ritmo, é quem não acompanha a maneira como a “banda toca”.
            Mas nem sempre temos que seguir as regras, menos ainda quando discordamos delas. Temos que buscar inovar, questionar e evoluir desta maneira. Se nos deixarmos acomodar pelo mais usual e corriqueiro, logo estaremos estagnados e vazios. As pessoas precisam de movimento, precisam estar sempre em moção. Se não elas acabam ficando para trás, obsoletas e presas a ideias que não se encaixam nas mudanças do presente.
            Esta postagem é dedicada para um vídeo que eu assisti a pouco tempo quando procurava vídeos de Popping (assunto pelo qual pouco me interesso, sabe, só por diversão). O vídeo é do showcase dos juízes de um campeonato de popping. Os dois primeiros juízes dançaram ao som das boas e velhas popping tracks (músicas especificamente apropriadas para a dança), até que não dançaram mal. Já o terceiro juiz, usou uma música totalmente inusitada e fez o impossível em uma das apresentações mais espetaculares que já vi! Fazendo Tickings ao som de um piano, e depois acompanhando a melodia em um mix de FreakOut com ToyMan. O cara foi absolutamente brilhante, tudo porque decidiu agir da maneira mais não convencional dentro do universo tão polêmico do Popping (só acho que o meu Gliding é melhor que o dele, mas ninguém pode ser perfeito).
            Muitos Popper ditos tradicionais (não desejo citar nomes) criticam pesadamente dançarinos como Salah, ou Robert Murray, por estarem saindo do estilo. Ok, eles criticam com razão, eu concordo que trickers são diferentes de dançarinos. Por mais insanamente fodas que sejam os truques que esses caras fazem, eles ignoram completamente a batida. Eu acho que já estabeleci bem o que acontece com quem sai do ritmo, certo? Mas o caso nesse vídeo é completamente diferente, o cara dançou o bom e velho popping, mas utilizando uma música que nunca se esperaria ver em uma apresentação do gênero.





            Dedico essa postagem a todos que mantém em si acesas a chama da inspiração, e força de indagação. Continuem inovando e buscando novos horizontes, SEMPRE!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

SELO DO INFERNO!!!

Hoje quando acessei meu blog, lih os comentários de Ro-Sha, onde ele dizia que eu recebi um selo para o meu blog.


Com orgulho e consideração eu adiciono este selo em meu blog. Não é nada demais, mas mostra mais reconhecimento do que os comentários que eu nunca recebi em meus textos pelos visitantes ocasionais... (e que eu sei que visitam o blog.. ¬¬... isso foi uma direta!)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quer Xupeta?

            “Mulher é bicho esquisito. Todo o mês sangra.”

            Nem sempre foi assim Rita Lee. Já houve um tempo em que as mulheres não menstruavam (ou pelo menos quase nunca). Na época em que os humanos compunham pequenos grupos de nômades, muito antes do desenvolvimento de qualquer forma de linguagem oral se não grunados e gritos. Copulando sem parar, todos os dias e noites, as mulheres não descansavam entre uma gravidez e outra. Portanto não menstruavam com frequência. Caso o fizessem, eram isoladas do grupo, pois a ocasião era interpretada como uma doença. Isoladas, essas mulheres comiam vários frutos e deixavam os caroços caírem no chão. Quando voltavam ao exílio por estarem “doentes”, percebiam que onde caíram as sementes haviam crescido plantas. E assim surgiu a agricultura. Mas esse não é o foco da minha prosa hoje. Estou aqui para falar de sexo!
            Há aproximadamente 1,5 bilhões de anos, quando o processo de abiogênese se fez completo, nossos oceanos compunham em totalidade um enorme caldo de proteínas e aminoácidos. Não se iluda com a imagem de minúsculos filamentos protéicos boiando serenamente com a correnteza. Eu estou falando de guerra! Era a feroz disputa por reproduzir-se. E quando não havia mais matéria-prima sobrando, o que restava era digerir os outros para continuar reproduzindo. Não se sabe descrever como, mas em algum ponto um conjunto de tiras de RNA foi revestido por uma malha de fosfolipídios. Por sorte (sorte?) surge a primeira célula.
            Desde o surgimento, os genes que hoje habitam suas células possuem apenas um propósito, reproduzir-se. A reprodução sexuada mostrou a sua vantagem em relação à assexuada. Pois permite que a seleção natural cumpra com o seu papel, selecionando aquele que estiver mais apto a perpetuar a espécie.
            Responsável por explicar 90% do comportamento humano, em grande parte a vida se resume na eterna busca por uma glande atritando uma vagina. Ou devo dizer pica na buceta? Que mal faz o palavreado? Não minta para mim, você pensa nisso absolutamente o tempo inteiro! Todas as nossas ações e comportamentos se justificam pela constante necessidade de agradar o sexo que nos atrai. Nossas roupas, a nossa dedicação no trabalho, nos estudos, no esporte e mesmo no lazer. As ações se justificam até mesmo pela inabilidade de conseguir sexo. Caso contrário, como explicar os jovens que passam dias na frente de um monitor jogando jogos eletrônicos? Faz mais de um ano ou dois que eu não perco mais tempo com esses joguinhos. Mas não escapo do grupo daqueles que fazem qualquer coisa para impressionar uma garota, mesmo abrir um blog e rechear-lo com os meus melhores textos. Não nego a expectativa que tenho de conquistar várias garotinhas fazendo-as pensar “ele é tão inteligente”.
            As pessoas que se deixam tomar por estes desejos tendem a conectar-se mais com sua natureza primitiva e natural (alô, ninfomaníacas!). Mas falar sobre natureza me faz pensar sobre o tempo em que as mulheres não menstruavam. Assim que o desejo sexual lhes era despertado elas já estavam transando, antes mesmo de menstruarem pela primeira vez (por vezes nunca menstruava a vida inteira, algo como 23 anos). Iniciava-se a vida sexual bem cedo, algo em torno dos dez a doze anos. Essa realidade não mudou muito ao longo dos milênios, e o casamento de homens de trinta anos com garotas de treze eram demais comuns até pelo menos quatro séculos atrás.
            Acontece que por conta de uma simples mudança de comportamento, o sexo se tornou um assunto proibido para crianças. Foi tudo muito estranho, boatos e teorias se misturam nessa história. Era costume dormir completamente nu. Mulheres costumavam dormir dividindo o mesmo quarto (dama de companhia). Mas algumas pessoas tinham vergonha de expor seus corpos, seja por conta de uma deformidade ou por uma doença de pele; e então se cobriam na hora de dormir usando alguma roupa leve – algo semelhante a uma camisola. Por macaquice (olhou e copiou) algumas pessoas aderiram à moda. Devido ao transito noturno de pessoas pela casa, as crianças facilmente tomavam a chance para distinguir as diferenças entre um pênis e uma vulva. Mas com as genitálias cobertas, ficava difícil diferenciar sexos, e mais ainda entender para que sirvam os genitais.
            Por consequência, os adultos passavam a ter vergonha de conversar com seus filhos a respeito de sexo. Surge então o esboço da infância, quando se torna necessária a distinção entre conteúdo adulto e conteúdo infantil. Separação nada saudável, ainda mais tomando em conta a facilidade de acesso ao conteúdo adulto que as crianças têm nos tempos atuais.
            No momento em que forçamos uma criança a se afastar da temática sexual, damos brecha para que ela busque esse conhecimento por conta própria. Sem orientação, essa criança pode acabar por construir conceitos demais equívocos sobre o sexo. Equívocos e erros que podem causar confusão e dúvida uma vez atingindo a adolescência. Levando a desvios de comportamento, depressão e complexos psicológicos.
            Ainda na temática do natural, pensar em como era normal crianças praticarem sexo me faz pensar em pedofilia. Há quem me diga que o termo surgiu no estudo do abuso sexual de pais para com as próprias crias. Mas em termos mais abrangentes, vamos tratar sobre marmanjos de quarenta anos que perseguem e em alguns casos se apaixonam por meninas de oito ou até seis anos de idade.
            Muito a se considerar e refletir quando pensamos e teorizamos a respeito da pedofilia. O que leva um homem a se sentir atraído por uma criança? Ainda sem mamas desenvolvidas, como podem doces e encantadoras criaturas seduzirem tantos marmanjos? Complicado. Distúrbios psicológicos, como os que são causados quando a temática sexual lhe é privada na infância? Ou talvez o natural é se sentir atraído por essas pequenas crianças? Como qualquer outro homem que nasceu e cresceu imerso na civilização ocidental, não consigo olhar para meninas do primário e enxergar algo além de anjinhos imaculáveis. Mas estariam nossos instintos inclinados para a perversão? É delicado proferir qualquer afirmação sobre o assunto.
            Pervertidos por natureza ou não, os monstros existem. Enquanto o amor pode nos inspirar a escrever os mais belos poemas, a luxúria pode nos consumir e destruir nossas vidas. Para o bem ou para o mau, todos esses sentimentos têm origem no mesmo princípio. Antes de sociais, somos animais sexuais, o resto é consequência. 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Seleção Natural?

            Ainda que não na devida frequência, por vezes eu penso sobre meu futuro e meus sonhos. Já me imaginei um engenheiro renomado e admirado. Um verdadeiro criador de maravilhas inimagináveis. Casado, dois filhos, morando em uma casa a qual eu mesmo teria projetado, arquitetado e preenchido com minhas criações. Imaginava-me como um verdadeiro Tony Stark.
            Quando jovens, o nosso futuro parece uma promessa distante, quase inalcançável. Torna-se fácil fazer promessas de mudanças para o tempo em que nunca imaginamos chegar. Mas um dia o tempo cumpre o seu papel e nos força a decidir por qual caminho tomar. Será que fomos preparados para este momento? Será que estamos preparando os nossos jovens para escolher suas profissões?
            Estou no primeiro período de engenharia elétrica, e já fui responsabilizado pela criação de um carrinho que siga a luz por conta própria. Empolgado com o projeto, já o desenvolvi em completo na teoria, fiz os componentes funcionarem dentro da minha arbitrariedade, mas não terminei o protótipo. Entusiasmado como não estive em um bom tempo, eu pareço estar finalmente começando a fazer aquilo que sempre sonhei; fabricar robôs. Sempre tive para mim uma visão poética a respeito dos ditos cientistas malucos, enfurnados em um laboratório por semanas seguidas. Excêntricos, porém ainda assim admirados por todos.
            Quando criança, meu pai (engenheiro elétrico, por não coincidência) me comprou uma protoboard que tem o dobro do tamanho das usualmente encontradas (são duas unidas em uma). E me ensinou a brincar com letreiros digitais, daqueles que se escreve usando sete leds em forma de traço de maneira a compor um oito na sua totalidade. A partir deles, eu escrevia qualquer número, e até mesmo algumas letras. Uma vez preparados o enorme emaranhado de fios, eu apertava um botão e um número aparecia. Apertava o botão novamente e o número se apagava. Até mesmo alguns chips eu cheguei a utilizar. Eu tinha nove anos de idade.
            Aos dezesseis, a minha paixão por dispositivos eletrônicos retornou quando tive de desenvolver um solenóide para servir de campainha. Sem temer exageros, peguei um bastão de ferro de dois centímetros de grossura e vinte centímetros de comprimento. Enrolei nele algo em torno de um metro de fio de cobre de 0,9 milímetros. Era um belo de um imã, potente que só vendo.
            Ainda que bem determinado para prestar o vestibular, eu me sentia desmotivado pela dúvida. Duvida que só surgiu quando comecei a escrever meu primeiro livro. Duvida que cresceu durante o meu pré-vestibular, quando fiz muitas amizades com “pessoas de humanas”.
            Com um bocado maior de maturidade a respeito do assunto, hoje eu diria que não existe tal coisa como ser uma pessoa de exatas ou humanas ou biomédicas. Pessoas são pessoas, somos feitos de várias ideias, e não apenas de um conjunto limitado de ideias. As pessoas têm interesses diversos, desejos diversos, sonhos diversos. Não podemos julgar alguém de maneira tão categórica e dividida.
            O que me leva a pensar sobre a forma com que forçamos nossos jovens a escolher por qual caminho tomar, para qual face de sua personalidade ele deve dar maior valor. Mas será que estamos dando a esses jovens as ferramentas certas para escolher que caminho ele deseja seguir para o seu futuro?
            Quando penso sobre nossas escolas, me enojo. Não pelas recordações pessoais, estas estão quase que completamente bloqueadas de minha memória (por conta dos maus bocados que lá enfrentei). Penso sobre como o conceito de estudo parece ter sido totalmente deturpado. Estudar, nada se relaciona a encarar a nuca de crianças da mesma idade por quatro horas e meia enquanto se anseia pela hora de voltar para casa e jogar videogame. Voltando um pouco para as minhas memórias pessoais, meu ensino fundamental e médio se resumiu a isso, ansiedade e desespero; impaciência, angústia! Não há quem possa suportar pelas horas e horas de aulas enfadonhas e desinteressantes. Pelo contrário do que possa pensar, eu era um bom aluno, tirava notas boas. Mas tudo por conta da minha capacidade de engolir enormes amontoados de conhecimento, e vomitar-los em uma folha na qual estava escrito:

            “Lembra daqueles assuntos os quais lhe falei em minhas aulas, e os quais você sublinhou-os em seus livros? Despeja-os aqui, o máximo que puder lembrar.”

            Para depois me esquecer em 99%, tudo o que supostamente deveria ter aprendido. Mas ora, que há de aprendizado nisso? Estudo, o verdadeiro estudo, começa quando se deseja obter um determinado conhecimento, é quando se reconhece a necessidade de um conhecimento, e então você persegue esse conhecimento. O estudo vem da necessidade de resolver um problema, ou de compreender melhor sobre um assunto.
            Eu sou um estudioso, mas nunca estudei na escola. Estudo sobre o que me interessa, e quando se trata de aprendizado, conhecimento nunca me falta. Vou tratar o assunto agora de uma maneira demais cretina ou inusitada (no mínimo). Que dizer ou pensar sobre os “Gamers”? Quanta injustiça eu vejo, mães que vêem seus filhos o dia inteiro na frente do computador jogando “joguinhos” e ainda dizendo que seus filhos nunca estudam. É deveras cego quem faz tal afirmação, pois saiba que seus filhos são verdadeiros estudiosos, da classe dos mais dedicados o impossível!
            Eles sabem tudo! Absolutamente tudo a respeito dos games. Muitos deles se tornam especialistas na área. Verdadeiros doutores sobre o assunto. Escrevem artigos, publicam pesquisas, discutem em fóruns e até mesmo dedicam prêmios dignos de prêmios acadêmicos para os maiores conhecedores e estudiosos dedicados para a área.
            Antes que me julgue (ou os julgue) pense que conhecimento é conhecimento. Não se pode olhar para um ou outro e dizer quem é melhor. Mesmo revista de fofoca traz algum conhecimento, mas cabe a nós decidirmos qual conhecimento devamos buscar.
            O que volta à pergunta original. Como saber se estamos dando aos nossos jovens as ferramentas para buscar o conhecimento por conta própria? Talvez, se deixarmos de forçar tanto conhecimento goela à baixo, eles poderão ter maior espaço e liberdade para escolher por conta própria, basta que forneçamos recursos para eles. Não existe maior incentivo do que a liberdade de escolher por cumprir ou não cumprir com os nossos desejos. 

sábado, 30 de outubro de 2010

Nariz de Palhaço

            Qual é o reconhecimento que alguém recebe pelo trabalho realizado? Quem é que merece reconhecimento ou não?
            Bem estava eu a escrever algumas linhas forçadas durante a minha aula de Álgebra Linear. Sob o efeito de 300 ml de café com leite adquirido a troco de um real na cantina mais próxima do meu prédio, eu percebi que escrever é uma arte sem receita de bolo. Eu não posso pegar no lápis e chicotear os meus dedos ordenando-os:
            _Escreva alguma coisa legal e interessante!
             Sem o devido incentivo ninguém consegue escrever por escrever. Produzir sem propósito é o mesmo que soltar tiros contra o céu. Portanto, eu parei para refletir sobre a minha produção, e o que eu pretendo alcançar com ela.
            Ontem à noite eu recebi mensagens via Orkut de uma leitora o qual eu desconhecia até o momento em que fui contatado por ela. Ela veio me cobrando por mais postagens no meu blog. Lisonjeado, eu upei o primeiro texto que encontrei pendente em meu caderno. Mas passado o momento de euforia (Alguém andou lendo o meu blog!) eu me dei conta de como eu tenho sido demais negligente em relação aos meus objetivos e ideais.
            Ao som de Beirut, eu escrevo agora de dentro de uma cafeteria em frente à universidade federal do meu estado. Cafeterias são interessantes, elas parecem ter adquirido certo status de ambiente Cult. Pudera, pessoas com cabelos coloridos, alargadores e pircens parecem ter formado uma nova classe de intelectuais extrovertidos e descolados, os prováveis Geeks. Quando eu penso sobre qual é o perfil de leitores que eu teria em vista, eu penso na população dos cafés que eu conheço e frequento, pessoas ditas “alternativas”.
            Mas para onde ir a partir disso? Eu não sou exatamente um Stephen King da vida, que parece escrever livros no mesmo ritmo com que eu saio para beber com os meus amigos (no mínimo um livro novo por semana). Os jornais deveriam manter uma pequena coluna na edição de sábado dedicado exclusivamente para este cara na sessão cultural.
            _Olhe só, vão lançar um remake de branca de neve. Um grupo de teatro chegou ao nosso estado interpretando Capitu e Stephen King lançou um novo livro.
            Com um projeto de eletrônica e mais duas provas de cálculo e álgebra pela frente, é difícil pensar sobre temas interessantes para escrever. Eu estou no momento enfrentando o impasse de todo bom blogueiro, a falta de tempo disponível para se dedicar exclusivamente a escrever para o blog. Tudo bem que a maioria dos blogs que eu vejo fazendo sucesso consistem em mera reprodução de imagens engraçadas e ou reportagens com notícias absurdas. O gênero humorístico parece ter ganhado muita força nos últimos temos.
            Só me resta colocar um nariz de palhaço, talvez assim eu ganhe mais acessos. Eu vejo a maneira com que os comediantes parecem constituir uma classe privilegiada no meio intelectual. Pelo visto, não basta dizer coisas interessantes e verdadeiramente construtivas, você precisa ser engraçado enquanto o faz. Não vou mencionar nomes que eu gostaria de usar para ilustrar pessoas que são maus exemplos do que acabo de descrever. Do contrário, vou falar sobre dois dos meus comediantes favoritos (um recém adquirido). George Carlin e Billl Hicks. Em especial, Carlin foi considerado o mestre da contra-cultura, o boca suja. Ele é famoso por fazer pesadas críticas à religião de maneira lógica, inteligente e graciosamente hilária.
            Não faz mau querer chamar a atenção das pessoas para o que você deseja expressar utilizando do humor. O que não vale é deixar cair a qualidade do seu discurso em detrimento de fazer as pessoas rirem. Muito do que eu falo seria praticamente inconversível para uma lírica humorista. Não porque não se pode fazer humor com as minhas palavras, mas é que mesmo através do humor as pessoas não compreenderiam as minhas palavras. Eu confesso minha prosa não é exatamente a das mais simples e acessíveis para grandes e memoráveis audiências. A maioria absurda das pessoas a quem se apresentar esse texto irá cair no sono no primeiro parágrafo. Não é tanto culpa minha quanto eu posso dizer. É culpa minha se o brasileiro lê 0.8 livros por ano? Isso é claro, por que os que realmente lêem livros lêem muito mais, mas pagam nas estatísticas pela grande maioria que não lê livros.
            Então, com o objetivo de fazer de suas palavras um enorme sucesso, muitos humoristas apelam pelo uso de um pseudo senso crítico. Falam de tudo aquilo que as pessoas não dão tanto valor ou atenção no seu dia-a-dia, mas também não acrescentam nada de novo a ninguém.
            Voltando às minhas ideias e a minha produção, acho que finalmente alcancei um novo objetivo. Vou seguir o ideal de promover ideias que realmente carregam algum cunho crítico em seu discurso. Abrir os olhos das pessoas, e fazer-las enxergar uma realidade nova, uma realidade onde a opinião delas conta, e conta muito! Não se sintam piores ou diminuídos só por que ninguém dá bola para o que você tem para dizer (veja como eu não tenho público mas continuo a produzir). Seja quem deseja ser, mesmo que só para si mesmo. Mas não se deixe iludir com as mentiras que inventamos para nós mesmos para nos sentirmos melhores. O pior tipo de charlatão não é aquele que mente apenas para tirar vantagem dos outros, mas para se sentir melhor sobre a pessoa que ele é.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Neo, o Escolhido

Me assombro perante à imagem de um clássico Nerd. Corpo miúdo e flácido. Movimentos rápidos e precisos. Variadas habilidades manuais como desenhar e esculpir origamis infimamente detalhados. Até mesmo para dançar ele leva jeito, fato que estou colocando à prova.
            Sem dúvida o rapaz tem seus talentos, desde a veloz formulação de piadas infames, até o bom manuseio com equações diferenciáveis. Mas não são as coisas que enxergo nele que me espantam. Ele tem tantas ilimitações quanto eu. Meu susto é a respeito das coisas que ele não diz, mas eu percebo.
            Ele se parece mais comigo do que eu mesmo. Olhar para ele é como olhar para o meu interior. Pois nossas essências são equivalentes, porém ele o transparece com maior frequência.
            Não são pelas coisas que ele voluntariamente me mostra, mas pelo o que ele arbitrariamente decide por esconder, sem sucesso. Ele guarda a lupa no bolso, como o garoto paciente que é, enquanto observa a coluna de formigas transitarem pelo chão. Ao lado dele, eu bato a lupa no queixo balançando-a com a mão. Embora eu ainda não tenha queimado nenhuma formiga (por inteiro), minha indecisão perdura. Já ele, se mantém firme na posição de um mero expectador, que volta e meia solta um comentário:
            _Porque as pessoas escolhem por manter seus olhos vendados?
            _Elas encontraram uma parede espelhada e pensaram ter visto a luz de frente.
            _Sabendo disso, por que você ainda não virou a esquina e a encarou?
            _Meus olhos são sensíveis, se esqueceu, Anderson?

Post dedicado e um recém novo amigo que adquiri ao ingressar na faculdade.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Teaser: Invisíveis:

Primeiro capítulo:


   Por quê? Por que tanto desespero? Por que tanta fraqueza? Já não havia mais tempo para essas perguntas. Ele já tinha tomado sua decisão:
  _ Hei!  Wolverine olha a fila cara!
   Sim, já não dava mais para voltar atrás. O primeiro protagonista desta história, cujo verdadeiro nome já não é mais de tanta relevância, será identificado apenas por Wolverine. É a maneira com que seus amigos o chamam e é a maneira com que ele é familiar a algumas pessoas na internet:
  _Você lembrou de trazer os ingressos?
  _Sim está aqui.
   Ele se encontra agora na fila de um show de “transe” com alguns amigos. Amigos? Seriam mesmo amigos dele? Eram só alguns caras que ele conheceu quando entrou na universidade a três meses. Mas o seu propósito ali naquela noite era outro, era algo muito diferente de apenas tentar se socializar como o de costume. Ele não tinha porque se preocupar com o fato do show ser em um local aberto e que isso iria atrapalhar a acústica. Embora não fosse uma música refinada, mas sim um bando de batidas misturadas com efeitos sonoros de todos os tipos. Sua vinda àquele show poderia ser um evento desencadeador de muitos outros que o sucederam. Mesmo que estes tais eventos aconteceriam com ou sem ele, havia ali um significado maior.
   Ele entra no show, dança e pula. Garotas se interessam por ele, mas tem de recusar, não poderia se prender a nada. Não ali. Não agora. Ao passo que teve a oportunidade, se afastou de seus colegas, e se dirigiu a um dos cantos das cercas em um local pré-determinado. Ele então pula o cercado e espera ao lado de um posto policial onde não havia ninguém dentro ou fora pelas redondezas. Faz frio. Ele começa a se perguntar novamente se ele havia tomado uma decisão certa, de vir até ali, de pular aquela cerca e abandonar seus colegas de classe para trás. Tanto porque sua vinda ali significava mais que abandonar seus colegas, as garotas e o show, ele estava virando as costas para tudo.
   Foi então que ele ouviu o barulho de rodas rolando de dentro do posto policial. Parecia vir bem lá de dentro, até que o barulho foi se aproximando e pula de lá dentro um homem em cima de uma cadeira com rodinhas. Como essas que se usa para mexer em computadores. O homem girou com a cadeira e então apoiou os pés sob dois dos cinco pés da cadeira, exercendo pressão o suficiente para que ela parasse lentamente. Ele é habilidoso:
  _ Gunter?
   Perplexo Wolverine não reconhece ou compreende a figura na sua frente. Ele usa uma calça jeans cheia de rasgas e desbotados. Uma blusa branca cavada, para deixar os músculos amostra. Têm o cabelo bem curto na cabeça, uma barba em torno do maxilar, um sorriso e um olhar desvairado:
  _ Ah sim! Wolverine não é mesmo?
   Silêncio:
  _Você pensou na minha proposta?
   Wolverine deu de ombros. Ainda está em estado de choque, tentando aceitar a imagem a sua frente. Gunter entorta os olhos para o lado pensando, “esse ai vai dar trabalho”:
  _O que foi? Ainda não se decidiu? Ou você só se concentrou ate agora em chegar ate aqui?
   Gunter estava tentando entrar na mente de sua presa, descobrir o que se passa lá dentro. Tentando se conectar com ele de alguma forma, pois ele já percebeu que sua aparência inspirou mais medo do que confiança. Eles pareciam o oposto. Gunter era desleixado, se vestia mal. Emanava um comportamento vândalo e perigoso. Wolverine por outro lado usava sempre uma calça jeans de grife. Um casaco de frio com pano leve e manga longa era o seu uniforme. Tinha um cabelo tamanho médio penteado para trás, estudava na universidade e não bebia com freqüência:
  _Bem, eu pensei sim, mas eu ainda tenho medo.
  _Medo? Você? As coisas que você me dizia é que inspiram medo. Alguém como você não tem que sentir medo, você tinha que provocar medo.
  _Se eu for com vocês, eu vou pod...
  _Voltar? Não. Uma vez conosco é ate a morte, e não existem meios termos. Não entendo Wolverine, porque você está na dúvida? Não é o que você sempre quis? Deixar tudo isso para trás, abandonar tudo e viver sem regras ou limite? Ser o seu próprio deus, viver a sua própria maneira? Não é isso o que você sempre sonhou?
   _Mas eu fico pensando sobre o que eu vou perder. A vida que eu poderia ter.
   Gunter sorri. Com dúvidas deste tipo ele sabia lidar:
   _Oh, então você quer saber sobre a vida que você poderia ter não é mesmo?
   Ele retoma em um tom mais grave, e passa a ter uma expressão estranha no rosto, uma expressão de prazer. Wolverine se assusta e passa a assumir uma expressão mista de espanto como quem está prestes a entrar em apuros:
   _Você vai se formar na universidade como engenheiro elétrico. Vai encontrar um bom emprego, daqueles em que você é bem pago. Você vai subir rápido na empresa, mas vai estacionar no cargo de chefe do centro de desenvolvimento de tecnologias de alguma empresa grande. Você vai se casar com uma garota, bonita, mas não estonteante. Eu posso ate dizer que ela é morena. Ela é bem cuidada. Garota de família. Se dependesse dela o sexo seria sem graça, mas você se empenharia para compensar essa debilitação. Você teria filhos, um garoto e uma garota. O garoto iria desistir de estudar para virar um surfista profissional. A garota terá uma banda de rock, mas ela iria seguir o bom exemplo do pai e cursar administração. Trabalharia também para alguma empresa de grande porte. Você envelheceria, se aposentaria e passaria a dar aulas de matemática para ensino médio em uma escola qualquer.
   Uma vida como essa seria para qualquer pessoa, uma vida a se invejar. Menos para Wolverine. Ele encara a história com repugnância e desprezo. Uma vida normal, como um mortal qualquer, não estava nos planos dele. Ele nasceu acreditando que veio ao mundo para ser grande, para ser alguém importante, um nome a ser lembrado nos livros de história. Ele quer dominar o mundo com sua mente e grandeza:
   _Muito bem, você descreveu a minha vida de casado e dentro do emprego, aliais, eu sempre me imaginei casando com uma loira. Mas e quanto ao mundo lá fora?
    _Ah, sim! O mundo lá fora. Nós já fomos grandes sabe Wolverine. Na época das grandes civilizações, na época das verdadeiras civilizações. Esparta com sua conduta rígida, onde se criavam homens de verdade. Atenas, a cidade dos filósofos. Japão e a sua bela cultura dos samurais, viver pela espada, morrer pela espada. Já houve grandes guerras, grandes mudanças, revoluções, democracia, socialismo, neoliberalismos e outros mais. Mas hoje nos vivemos em uma época ociosa, uma geração de garçons e secretárias. Nós somos meros figurantes no mundo. A história está sendo escrita pela caneta de porcos dentro de ternos, não mais pelos gritos dos jovens. Ensinaram-nos que o nosso objetivo era estudar, arrumar um emprego, casar, reproduzir, envelhecer e morrer sonhando com algum dia aparecer na televisão. Patético. Uma geração inteira dominada por uma caixa que emite luz. Desesperados e fracos. Nós nascemos para ser grandes, mas nos ensinam apenas a ser pequenos. Vamos continuar ciscando ate descobrirmos que podemos voar. Você sabe voar Wolverine?
   _Sim!
   Sem dúvida ele sabe, dá saltos que ninguém acredita, e no ar, gira como se tivesse atravessado o limite da luz e do tempo:
   _Mas enquanto ao deus deles?
   Eles se entreolharam por um tempo ate caírem na gargalhada. Voltaram a se olharem então com sorrisos esboçados nos rotos, ate que então Gunter deu o golpe final:
   _Eles enfeitaram o deus deles com coroas de ouro e diamante, palácios e tecidos egípcios. Tudo para não admitirem que na verdade eles adoram um carneiro de ouro!
   Foi naquele momento, bem ali, que Gunter penetrou no coração de Wolverine. E pôde ver então, a sua alma, a sua essência, o seu combustível:
   _Mas essas palavras não são minhas, são suas. Não é mesmo Wolverine?
   Não era preciso dizer mais nada. O mais difícil já tinha passado:
   _Então. Você vem?
   Wolverine o seguiu silenciosamente. Ate que avistou uma BMW e arregalou os olhos. Alguma coisa estava estranha, alguma coisa não condizia ali. Muito diferente do esperado o aparente vagabundo dirige uma BMW:
   _Está com o queixo no chão por quê? Não esperava encontrar um fusca não é?
   Na verdade, era exatamente isso que ele esperava:
   _Entra ai.
   No momento que abriu a porta traseira do carro, teve mais um motivo para se assustar e se maravilhar. Ela é linda de tirar o fôlego, morena e de corpo impecável:
   _Pocahontas?!
   _Vocês demoraram um bocado, mas não faz mal.
   Ela sorri de forma enigmática. Como foi dito antes, a vinda de Wolverine ao show de "transe" teve um significado muito maior do que o imaginável. Porém, inimaginável mesmo era o que esperava por Wolverine no momento que ele saísse daquele carro.


Mais tarde eu disponibilizo aqui um link para baixar o meu primeiro livro. Ele está sob revisão no momento.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Cada um vê o que quer

   Eu sinto. Eu sinto tudo a minha volta. Tudo vibra. Não é uma simples questão de enxergar os objetos que me cercam, mas sim perceber-los. Eu consigo distinguir e diferenciar cada um deles individualmente.
   Tudo me parece tão mais real, agora que eu pude finalmente aceitar o fato de que todo o universo é meramente virtual. O que é existência? Qual é a nossa existência? Até que ponto a virtualidade é abstração ou realidade?
   Dentro dos muitos níveis e sub-níveis e ordens e estruturas e formações que compõem o nosso universo, é fácil se perder e se confundir. Mas existe um dogma ainda não assumido, o dogma da nossa existência.
   Albert Einstein nos no provou que toda matéria é energia. Mas se na física clássica, a energia se manifesta através da matéria realizando trabalho, então o que há de fato é energia se manifestando por meio de outra forma de manifestação de energia? Isso tudo pode parecer sem sentido ou ainda pleonástico, mas é justamente o que acontece. Somos energia pura, energia em cima de energia. Mas de onde veio toda essa energia? Bem, quem disse que ela precisa ter vindo de algum lugar? Existem provas de que houve algum momento onde não havia energia no universo, para se pensar que em algum momento ela foi criada?
   A teoria das supercordas nos abre fronteiras para perceber como o universo é integralmente composto por partículas-onda. Juntando com a tese de Einstein, concluímos que a existência é fundamentada pela manifestação de energia em forma de ondas.
   Juntando a teoria das supercordas, com a de Einstein e mais a teoria das dez dimensões físicas, podemos chegar a incríveis conclusões a respeito do espaço-tempo. Viagens temporais podem ser tão simples como proferir um pensamento. Eu diria que a própria lembrança de memórias antigas já lhe permite encontrar o passado. E imaginar o futuro já o coloca mais próximo do mesmo, ainda que esse futuro nunca venha a se realizar.
   Pode parecer confuso (perdi a conta de quantas vezes já disse isso) imaginar que as ditas leis que supostamente regem o nosso universo não são tão rígidas quanto parece. É possível torcer-las, ou ainda ignorar-las. Na física quântica, o observador tem influência sobre o resultado do evento que observa, assim como a nossa impressão sobre a realidade é capaz de alterar a mesma.
   A nossa realidade sofre influência da psique humana, isso já foi verificado e atestado diversas vezes por centros de pesquisas do campo da ciência noética. Exatamente pelo fato de tudo o que nos cerca não ser de fato tão sólido quanto imaginamos, é que nós podemos influenciar na maneira com que a matéria interage com ela mesma.
   Somos integralmente compostos por átomos. O átomo, por sua vez, é composto por elétrons que estão sujeitos à condição de se portarem hora como onda, hora como partícula. O núcleo atômico é formado por prótons e nêutrons (em uma versão mais simplificada da estruturação do átomo) que por suas vezes são constituídos de quarks, no caso do nêutron por um elétron também. Os quarks giram um com os outros em uma velocidade inestimável, e é justamente essa velocidade que proporciona propriedade de massa a esses quarks. Caso fosse possível retirar toda a energia cinética de giro dos quarks de um próton (por exemplo) o que seria possível observar é o total desaparecimento desses quarks, e do próton como um todo (princípio básico da fissão nuclear). Sendo então, novamente enfatizando, somos nada além de energia em manifestação, somos uma infinidade de ondas vibrando na décima dimensão. Para se encaixar com alguma comparação ainda dentro da nossa ilusão de consistência e solidez, somos tudo e todos mais leves do que o ar, e mais penetráveis que o mesmo.
   Por mais duro que seja tentar imaginar tudo isso, (nem me arrisco mais dizer que é confuso) considere que toda a existência está fundamentada em uma base extremamente volátil e instável, suscetível às perturbações que vierem de qualquer extremidade de sua estruturação. Só assim se poderá compreender, o quão suscetível a nossa realidade está para com a nossa percepção da mesma.
   Os seus pensamentos são capazes de mudar o mundo, ainda que não e um passe de mágica. Não deixe de pensar sobre isso quando tudo parecer tão duro e imutavelmente negativo à sua volta, pensar positivo pode fazer toda a diferença. 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A Magia dos Balões

   É a clássica cena hollywoodiana a respeito dos parques de diversões. A criança chora, esperneia, grita e não para até que o papai compre outro balão. O responsável pela criatura o faz com relutância. Pois sabe que é apenas questão de tempo, para que o balão escape das mãos do guri novamente.
   É a fantástica parábola da vida. A terra do estase e da adrenalina. Onde a sua alegria só dura o tanto quanto o seu dinheiro é capaz de rendar, ou seja, até a hora do parque fechar.
   É a fabulosa doutrina capital. Onde a sua felicidade é medida pela quantidade, e não pela qualidade. Carro, bicicleta, videogame, MP10, DVD, televisão, e três ingressos para o show de sua banda de axé favorita. Quanto do mais é melhor, não importa o que seja. Até livros podem entrar para a contabilidade. Ainda que você não os leia, eles fazem volume na prateleira.
   Mas eu não estou aqui para falar sobre livros, ou sobre carros ou sobre bandas de axé. Eu estou aqui para falar sobre balões! Não te aflijas menino! Não é mágica nem feitiçaria, mas pura aplicação das leis da física!
   O hélio dentro do balão é um gás mais leve do que o ar. Os gases mais pesados são constantemente puxados para baixo, permitindo destacar para o alto, as substâncias mais leves, como a que se encontra dentro do balão. É a maravilhosa lei da gravidade que condena muitos a cair, enquanto reserva a poucos o privilégio de ascender aos céus.
   Futebol, xadrez, pintura, aquelas aulas de ortografia japonesa ou mesmo um simples manual de origami. As crianças são incentivadas a desenvolverem seus lazeres, mas não são permitidas a tomarem tais como compromisso.
   Segurando-o por uma fita colorida, a criança observa o balão cintilar ao bel-prazer do vento. Mas chega o momento em que seus pais o pedem para soltar o balão. Pois chegou a sua hora de entrar na montanha russa. Montanha russa que geralmente recebe o nome de “vida adulta”.
   E então, abandonando seus sonhos e ambições infantis, a criança solta o balão. Embora ela saiba que nada a espera no brinquedo senão adrenalina, angústia e a incontrolável vontade de gritar, ela solta o balão. A verdade é que a criança gostaria de ser como o balão, livre para subir até os limites do céu.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Iniciativa e Atitude na Arte.


O Teatro Mágico - Pena


O poeta pena
Quando cai o pano e o pano cai
Um sorriso por ingresso
Falta assunto, falta acesso
Talento traduzido em cédula
E a cédula tronco é cédula mãe solteira

O poeta pena
Quando cai o pano e o pano cai
Acordes em oferta
Cordel em promoção
A prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
Luz acesa
Lá se dorme um sol em mi menor

Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior

O palhaço pena
Quando cai o pano e o pano cai
A porcentagem e o verso
Rifa, tarifa e refrão
Talento provado em papel moeda
Poesia metamorfoseada em cifrão

O palhaço pena
Quando cai o pano e o pano cai
Meu museu em obras
Obras em leilão
Atalhos retalhos e sobras
A matemática da arte em papel de pão

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
Luz acesa
Já se abre um sol em mi maior

Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior


   Eu conheci a pouco tempo esse grupo musical através de uma amiga minha. Um verdadeiro clamor pela liberdade artística e uma forte crítica à arte comercializada. De fato, nos deparamos com um gravíssimo problema na produção musical, literária e for justiça (ou não) todas as vertentes de expressão artística! A arte está sendo comercializada, e fabricada apenas com o propósito de consumo em massa. É uma verdadeira crise de criatividade e ausência de inovação.
   Por hora, eu de fato tenho poucos leitores no meu blog. Mas não tenho fortes esperanças de que essa realidade mude muito no futuro, pois reconheço que a minha produção não é da mais fácil de se vender.  Mas mais importante do que ser famoso e ter mil fans aos meus pés, é a sinceridade que eu tenho para com a minha expressão artística e intelectual. 
   Não escrevo por que desejo ser famoso com isso. Não escrevo por que espero ser reconhecido. Reconhecimento e fama são meras consequências dos meus esforços. Se houverem pessoas que ainda sabem dar valor a trabalhos da natureza dos meus textos, então que acho que só terei motivos para gratidão e felicidades.