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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Olá, meus caros!

Olá, meus caros, me chamo Lucas, vulgo Storm, e isso basta.
Bom, é o seguinte. Eu, Gunter e mais uns amigos discutimos uma vez no café que costumamos frequentar, sobre a possibilidade de um intercâmbio blogguistico. Como podem ver, sou novo por aqui, mas sou o dono do  blog parceiro http://uquaarilqua.blogspot.com/ (acessem, inscrevam-se, comentem).
Enfim, a partir de agora, Gunter postará em nosso blog (somos três, quatro agora, com Gunter) e eu postarei aqui. Então, aqui vai o post inicial.
Apresentar-eu-hei minha filosofia de vida. Asatru. Se eu não me engano, já houve um post sobre isso por aqui.
Corvo, símbolo de Odhinn, o sábio.
O Asatru (ou Odinismo) tem como base fundamental o vínculo com os ancestrais e não os Deuses, como muitos podem pensar. De fato, não sei se posso chamar os Deuses de Deuses, visto que não atendem nem ao critério da imortalidade.

Falando sobre os Deuses:
Os ditos Deuses podem ser divididos em dois grupos. Os Aesir e os Vanir, diz os mitos que os dois Clãs brigaram e que após guerra, se entenderam. Eu não concordo com a definição de Deuses. Porque diz-se que eles não são imortais, não são Oniscientes, nem Onipotentes.
Mas afinal, o que são os "Deuses". Não são de forma alguma, deuses criadores, como a mitologia cristã prega (refiro-me ao fato do deus cristão ser criador). Os Deuses foram criados com o universo e não são, de forma alguma, pessoas sentadas em tronos de ouro em Valhalla. São forças, forças de forma desconhecida, que regem o mundo, o universo; sendo que cada um possui sua particularidade e seus defeitos. A compreensão do que são os Deuses mudou muito com o passar do tempo.
Valhalla!
Valhalla não é o castelo de Odhinn em Asgard, muito embora seja representada assim para facilitar a compreensão trivial. Na verdade, entendemos Valhalla como o prazer até o Ragnarök, um lugar onde você ficará em contato com os Deuses até o fim do mundo (não é um LUGAR, é mais um ESTADO de pós-morte). Mas a morte não é tão feliz assim. Se você não for uma pessoa honrada ou não cumprir com sua lealdade, passará o resto da morte em um estado de melancolia. Mas não de sofrimento.
Valknut no centro, o nó dos enforcados. Corvos ao redor e as runas, futhark.
Ragnarök.
O fim do mundo nórdico é a ultima batalha, quando os Deuses batalharão com os gigantes e a árvore da vida será destruída para recomeçar. Mas seria um mundo totalmente diferente, sem Deuses, talvez, e sem Gigantes ou Humanos. Diz a Profecia.
Gigantes? Máqueporra?
Gigantes, não são gigantes, são representações de espíritos inimigos aos Aesir e aos Vanir. E eles não são maus. Inclusive alguns Aesir ou Vanir se casaram com Gigantes e alguns Gigantes são Aesir (como Loki, o trapaceiro).
Árvore da vida.
Sim, Yggdrasil, a árvore da vida, o que sustenta os nove universos. Numa visão mais esotérica, poderia ser visto como o que sustenta todos os planos. O Astral, o Físico, o Mental...
Profecia? Máqueporra?
Diz os mitos que Völva, uma bruxa poderosa, previu todo o correr do universo para Odhinn. O mito da profecia está escrito e existem várias traduções na net.

Eu falei em algo escrito, no Asatru existem livros compostos de mitos, que são usados como base para a prática do rito, da religião. São chamados de Edda. E um deles em específico eu acho legal, o Havamál. Que nos diz costumes práticas boas a qualquer Asatruar. Ele fala da Honra, da Lealdade...
Falando em Lealdade, tem mais uma coisa importante ao Asatru, e só falarei isso.





São nove virtudes que qualquer pessoa, Asatru ou não, precisaria praticar. Pois são coisas referentes ao dia-a-dia. Vou colocar uma imagem com todas elas.

Eu não sei quando volto para falar de algo, parece que eu terei um dia para isso. Mas, acostumem-se comigo.

Has Hail!!!

(adição: link para a postagem anterior sobre Asatru)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Self

Eu bem que tentei pesquisar sobre o assunto o qual descobri já ter sido abordado no documentário Zeitgeist. Mas descobri que não viria a encontrar nada que me acrescentasse além de tudo que já fui capaz de enxergar por conta própria. Por tanto falo sobre o assunto com minhas próprias palavras.
Existem dezenas de vertentes, científicas, espirituais, religiosas e mesmo psicológicas para explicar o fenômeno do Self, mas eu prefiro adotar uma linha mais sócio-política. Dessa maneira, eu não precisarei incluir minhas próprias convicções espirituais, as quais são deveras restritas. Preferível constituir um texto a que qualquer pessoa seja capaz de ler, compreender e concordar, do que escrever de maneira que apenas uma meia dúzia possa compreender.
Durante as aulas de história, os alunos do ensino médio e fundamental são convidados a imergirem em realidades que em muito se distinguem do mundo que conhecem na atualidade. Vários costumes e hábitos do passado soam absurdos e de fundamentos incompreensíveis. Mas de todos esses confrontos ideológicos, me chamou a atenção um caso específico.
Durante uma das aulas sobre o socialismo soviético, minha professora explicava sobre como a União Soviética provia petróleo e vários outros suprimentos a qualquer outro país socialista, mesmo que não recebesse nada em troca. Um aluno inconformado levantou a mão e perguntou à professora, por que eles fariam algo como doar suprimentos se não fossem receber nada em troca? Eu voltarei na resposta dessa pergunta mais tarde.
Os anos setenta foram, dentro do século vinte, os anos da difusão do individualismo. Academias abriram para todos os lados. Todos voltados à dedicação e culto ao próprio corpo. Auto-Estima tornou-se sinônimo de boa aparência e forma física.
Conceitos consolidados pelo capitalismo, que obriga o indivíduo a desejar ser superior aos outros, buscando riquezas para despesas pessoais. O lucro se tornou a moeda chave nas relações sociais, pessoais, trabalhistas e mesmo amorosas. A mentalidade do “o que estou ganhando com isso?” tornou-se mais popular do que nunca.
  Foi então que se fez necessário construir conceitos psicológicos como o altruísmo e relacionar-lo com o tão esquecido sentimento de fraternidade. Como se o mais natural para o ser humano fosse desejar viver de maneira individualista e egoísta. (Acredito que não seja)
A que se remete a palavra Unidade: Fragmento ou União? Caso você tenha escolhido como resposta a primeira opção, é por que enxerga cada pessoa como um indivíduo isolado dentro do sistema social. Mas caso optou pelo conceito de união, é por que compreende que existe uma Unidade muita maior do que todos nós, e que abrange e comporta não apenas a humanidade, mas todos os seres vivos, assim como o universo no sentido geral.
Trabalhando em círculos de um diagrama de Venn, cada ser humano, como ser social, está incluso dentro de alguma forma de organização, grupo ou classe. Podemos exemplificar com as mais miúdas células, como o organismo familiar, composto por pais, avós, parentes, responsáveis e a prole. Até atingirmos esferas mais abrangentes, como o circulo religioso, ou mesmo a composição de uma nação (embora por vezes, seja menor do que o círculo anteriormente citado).
Estamos todos ligados por uma enorme rede, uma malha que traça as linhagens e relações que temos com todos os humanos do planeta, e também – por que não? – com todos os seres vivos. As consequências das atitudes de cada indivíduo dentro do corpo social, quando isoladas, parecem insignificantes. Mas quando analisadas em um contexto mais amplo, somadas, podem promover tanto o benefício quanto a condenação de todos nele inseridos.
Funciona na política, quando o voto de apenas um eleitor, certamente não muda o resultado da eleição, mas o voto de milhões combinados pode fazer grande diferença. É o fundamento por trás das campanhas ecológicas, onde a mudança de hábito de uma parcela significante da população, quando orientada da maneira correta, pode amenizar prejuízos ao meio-ambiente.
Muito bem, acho que já basta de exemplos sobre como a união popular pode mudar o rumo da história para o bem ou para o mal. A grande diferença está em perceber que você não depende de estar ao lado da maioria para fazer a diferença, basta tomar o lado que melhor lhe convir como o correto.
Vale à pena mudar sua atitude seguindo o que considera correto, ainda que se veja sozinho ao tomar tal direção? Particularmente, não acredito que deva existir remorso em lutar pelo que considera correto. O pulo do gato está em perceber que ao passo que o indivíduo toma a posição de mudar sua atitude da maneira que considera mais justa, já está contribuindo na sua parte para trazer melhores frutos à realidade que lhe cerca.
Estar em comunhão com a Unidade Superior (leia superioridade no sentido de abrangência, e não de posição) é um dos primeiros passos para contribuir com a evolução da mesma. Pode ser difícil a princípio para algumas pessoas que não são familiarizadas com o conceito do Self, visualizar essa como essa comunhão pode ser efetuada sem a consciência das outras pessoas deve parecer no mínimo fantasioso. (Conheço um exemplo notável)
A chave está em quebrar as barreiras impostas pelo próprio Ego. Parar de pensar apenas do que deve ser melhor apenas para você, e pensar no que deve ser melhor para todas as pessoas que lhe cercam. E mais adiante, por que não, pensar no melhor para todas as pessoas no mundo inteiro! Àqueles que não se intimidaram com essas idéias, eu sugiro que tentem entrar em comunhão com todo o universo, sem exceção.
Todo sistema é constituído por diferentes peças e componentes. No caso do Self é praticamente impossível contabilizar a infinidade de parcelas que o compõem.  Mas creio que é apenas ao passo que nos compreendemos como fragmento de uma Entidade Social Maior, que abrange toda a existência ao nosso redor, é quando compreendemos o efeito de enaltecer a nós mesmos em função de contribuir com essa Unidade Maior.
É a velha analogia das peças de um relógio. Para que um relógio funcione em sua plena precisão, é necessário que todas as pessoas estejam lubrificadas e bem ordenadas entre si. Enxergando a nós mesmos como componentes desse sistema, fica evidente a necessidade de melhorarmos a nós mesmos por dentro, para que possamos dessa maneira colaborar para a evolução e melhor operação do Todo que nos envolve.
E para aqueles que se queixarem da parcela dos outros, dizendo que pouco importa se eles mudarem sua atitude, se as outras pessoas não acompanharem, eu só tenho uma coisa a dizer: Cuide da sua parte, trabalhe com o que você pode mudar e para de querer mudar as outras pessoas! Existe um “provérbio” oriental que diz:

“Quando pensar que deve sair de casa e mudar o mundo, dê três voltas em sua própria casa procurando qualquer defeito. Caso não encontrar nenhum, então não há por que se preocupar com o resto do mundo.”

Há que muitos virão a encontrar no conceito do Self a definição para muitas outras convicções filosóficas e religiosas. Poderíamos considerar o Self como sendo propriamente Deus? Teologicamente, eu afirmaria como um fragmento dele, sim. Mas àqueles que preferirem, tem outros nomes menos pragmáticos, como Consciência Universal, ou ainda Empatia Universal. Independente de seu sistema de crenças, não penso que existam pré-requisitos filosóficos para encontrar-se com o Self.
Para aqueles que já se conectaram com ele, peço que tenha paciência com seus irmãos. Cada qual tem seu tempo e há de que todos despertarão algum dia. Para isso, devemos continuar a trabalhar com nosso interior, de maneira a ajudar a iluminar o caminho daqueles que nos perseguirem futuramente.
Por último, eu respondo a pergunta de meu antigo colega de classe: Por que a União Soviética provia suprimentos aos outros países sem recebe nada em troca? Simples, por que ela sabia que era a coisa certa a se fazer.

domingo, 30 de janeiro de 2011

CultoMente



Você não gostaria de ter seguidores devotos? Que deixarão suas famílias por você; darão todo o dinheiro para você, darão seus corpos, suas vidas, o considerará um deus?! Não gostaria de se tornar um líder de culto?
Desde a morte de Deus, tem-se aberta uma vaga, e você pode preencher essa vaga. E ai lhe mostro como:
Estruture o seu culto como uma cebola, com os mais benignos e prestativos membros na camada externa, e os mais controladores e perversos em um grupo mais interno e isolado.
Use dissimulação. Não diga a eles quem você realmente é. Minta, omita informações importantes ou distorça as informações:

Novato: “Você está tentando me recrutar?”
Membro: “Não, só quero dividir uma coisa importante com você.”

Estabeleça grupos de fachada:

Membro: “Nós somos um grupo de estudo da bíblia.”
Membro: “Nós somos um centro de meditação.”
Membro: “Nós somos uma organização de Paz Mundial.”
Membro: “Nós somos um centro de Desenvolvimento Pessoal.”
Membro: “Nós somos drogados em reabilitação.”

Prometa realizar seus sonhos:

Membros: “Você não deseja um mundo de amor e irmandade incondicionais?”
Membros: “Nós temos os segredos para o enaltecimento pessoal.”
Membros: “Você pode se juntar a nós e tornar-se especial.”
Membros: “Se junte à nossa iniciativa para salvar o mundo.”
Membros: “Nós podemos lhe ensinar poderes especiais.”
Membro: “Poderes pessoais... Poderes psíquicos... Conexões com vidas passadas.”

Ofereça algo de graça a eles, e  tente lubridiar-los a oferecer-lhe algo em troca:

Membro: “Nós o demos aquele jantar gratuito. O mínimo que você poderia fazer é se juntar a nós em um encontro nesse final de semana.

Você pode dizer a eles que o tempo está se esgotando, e eles precisam decidir logo ou será tarde demais:

Membro: “Essa é sua única chance de conseguir, não pise na bola!”
Membro: “É importante que faça esse compromisso, agora!”

Não os dê tempo para pensar. Diminua possibilidades de dúvidas e questionamentos, simplesmente afastando os novos recrutas e os cercando por membros convictos do culto. Pois quando estiverem em dúvida, os novatos farão exatamente o que os outros à sua volta estiverem fazendo, e acreditarão que tudo isso é normal.
Começo com um período prolongado de “bombardeiro de amor”. Os envolva com amor incondicional e atenção. Os membros do seu culto devem agir de maneira amigável, e mostrarem interesse pelo novato. Adquira informações e ataque seus pontos fracos:

Membro: “Conte-nos sobre você.”
Membro: “Faça esse teste de personalidade.”

E então use essas informações para manipular-los. Com o tempo você será capaz de manipular o comportamento de seus membros e de culto garantindo e mantendo intenso amor e atenção. Assim que eles cederem a isso, comece a fazer exigências com mensagens imperativas:

Membro: “Nada nesse mundo tem valor, a não ser que esteja ligado ao líder ou ao objetivo maior.

Controle seus comportamentos:

Membro: “Venha morar conosco.”
Membro: “Vista essas roupas.”

Prescreva um cronograma rígido de lições e práticas que eles devem seguir invariavelmente. Mantenhamos ativos e dormindo o mínimo possível. Se possível, controle a alimentação deles diminuindo as proteínas do cardápio. Controle seus pensamentos:

Membro: “Nossa ideologia responde todas as perguntas sobre todas as questões.”

Controle suas emoções. Induza culpa:

Membro: “Pessoas estão morrendo de fome!”
Líder: “Você não está vivendo em todo o seu potencial!”

E Medo:

Membros: “O inimigo irá eletrocutar-lo... Torturar-lo... Matar-lo... Ou mesmo arrastar-lo para o Inferno!”

Controle a informação. Evite-os e conhecer todas as atividades do culto. Bloqueie qualquer informação que seja crítica sobre o grupo. Encoraje os membros a espionarem e denunciarem uns aos outros.
Separe o membro dele mesmo, induzindo ataques à própria pessoa por meio de colapsos mentais. E quando de fato ocorrer, disfarce isso como uma forma de despertar espiritual. Quando eles começarem a enlouquecer, demonstrando qualquer efeito colateral ou mesmo tendo alucinações, diga que eles estão eliminando os demônios internos.

Membro novato: “Quando eu estava meditando, eu senti a imensidão do vazio. Foi assustador!”
Membro: “Não, isso é bom. Você está se transformando, faça isso mais.”
Membro: “Você está renascendo!”

Torne-os paranóicos com relação ao próprio corpo ou maneiras de pensar:

Membro: “Você está em guerra com sua natureza harmônica.”
Membro: “Seu corpo está muito intoxicado.”

Diga que existe uma parte de suas mentes que eles devem eliminar em detrimento de encontrar a felicidade:

Membro: “Você deve de eliminar a mente poluída.”
Membro: “O seu Ego, o seu Ego é a fonte de todos os seus problemas.”
Novato: “Eu não sei mais quem eu sou!”
Líder: “Excelente! Agora você é livre.”

Clame autoridade. Ela pode vir de uma fonte divina:

Líder: “A sua bíblia claramente refere que eu sou o Messias.”

Fale a respeito de supostas evidências científicas:

Líder: “A ciência comprovou, os meus métodos funcionam!”

Ou apele para “conhecimentos especiais”:

Líder: “Eu sou o mestre iluminado de todo o universo.”

Invente estórias sobre você mesmo, para tentar aumentar e reafirmar a sua importância:

Líder: “Eu inventei o ar!”
Líder: “Eu tenho acesso especial aos alienígenas.”

Mas não seja estúpido dessa maneira, comece devagar. Um bom charlatão pega um pouco de verdade junto a um monte de mentiras e posa para os olhos dos ignorantes.
Induza estados de transe e auto-hipnose. Praticando rituais de não-pensamento e ações repetitivas. Como dançar, girar, cantar, respirar pesadamente e entoando mantras. Pratique longas horas de meditação, pois dentro desses estados de transe, eles se tornam mais vulneráveis e sugestivos.
Encoraje separação de suas famílias:

Líder: “Seus amigos e sua família não vão te compreender.”
Membro: “Seus amigos e sua família não vão te compreender.”
Membro: “Não parece que sua família e seus amigos de fato o amam se eles não podem apoiar a sua nova decisão.”
Membro: “Talvez devesses se afastar deles. Não é saudável estar perto de pessoas não iluminadas de qualquer maneira.”
Membro: “Se você não pode recrutar seus amigos, se afaste deles.”
Líder: “Pare de gastar seu tempo com descrentes!”
Membro: “Pare de gastar seu tempo com descrentes!”

Encoraje dependência e conformidade. E desencoraje autonomia e individualidade:

Líder: “O propósito maior deve de ser o foco. Os propósitos individuais devem ser subordinados.”
Membros: “O propósito maior deve de ser o foco. Os propósitos individuais devem ser subordinados.”

Tenha sessões de confissões, onde os membros condenam suas vidas passadas e enaltecem suas vidas dentro do grupo. Reescreva o passado como terrível, ainda que ele tenha sido maravilhoso:

Membro: “Antes que eu viesse a despertar, eu era uma pessoa ruim. Eu era ganancioso, dissimulado, egocêntrico e perdido. Minha vida é maravilhosa agora. Eu odeio a minha vida antiga.”
Membro: “Antes de me despertar, eu vivia dentro do meu Ego. A minha mente tóxica estava dirigindo a minha vida. Eu era uma pecadora, negativa e perdedora. Graças ao Líder, todos os dias, eu sou uma vencedora.”

Isole-os do resto do mundo. Faça-os se sentirem parte de uma espécie de “grupo de elite” com uma missão especial:

Líder: “Monumentos históricos será um dia levantado em memória de nosso sacrifício em nossa missão.”

Fortaleça os laços dentro do grupo, estabelecendo metas e apontando inimigos. Construa a imagem sobre quem não pertence ao grupo como “menos do que humanos”, piratas, corruptos ou conspiradores contra a causa maior. Desenvolve uma mentalidade de “nós” contra “eles”, combatendo resistências. Diga a eles que seus pensamentos críticos são evidências de que eles têm cometido crimes contra o grupo. Comece a investigar-los e invente assim, crimes de diversas qualidades:

Membro Novato: “Eu acho que quero sair.”
Membro: “Você deve estar louco!”

Faça-os sentir culpa:

Membro: “Nós estamos fazendo um trabalho importante aqui!”
Membro: “Você espera que salvar o mundo seja fácil?!”
Membro: “Nós todos estamos dispostos a fazer alguns sacrifícios pela Grande Causa!”
Membro: “Justo quando as coisas ficam difíceis, você deseja desistir.”
Membro: “Você é fraco!”
Membro: “Você deseja seguir para frente em direção à liberdade e iluminação? Ou prefere voltar à sua vida de perdição?”
Membro: “A doutrina é infalível!”
Membros: “Deve haver algo errado com você.”
Novato: “Deve haver alguma coisa errada comigo!”
Membro: “Sim, e há!”
Líder: “Sim, existe sim!”

Doutrine pelo medo. Diga que eles podem ser possuídos por espíritos malignos! Eu sugira que caso eles desejam sair, algo muito ruim possa acontecer a eles:

Líder: “Estou apenas lhe alertando. Sem a nossa companhia, a sua vida só vai piorar. Você pode ficar doente, ou até mesmo morrer.”
Membro: “Estou apenas lhe alertando. Sem a nossa companhia, a sua vida só vai piorar. Você pode ficar doente, ou até mesmo morrer.”

É simples assim! E agora? Não gostaria de se tornar um líder religioso? Não deseja seguidores devotos, que deixaram suas famílias por você, darão todo dinheiro para você, seus corpos, suas vidas e mesmo MATARÃO por você:

Novo Membro (convicto): “Eu farei o que você me ordenar pela causa. Eu deixarei minha família pela causa. Eu darei meu dinheiro pela causa. Eu lhe darei meu corpo pela causa. Eu morrerei pela causa, eu matarei pela causa. EU TE AMO!”

Foi mais uma tradução DAQUELAS! Não foi tão difícil, mas o inglês é uma língua muito condensada. Ela transmite e curtíssimas palavras conceitos que precisam de frases enormes no português.
Essa postagem vêm a condensar junta a outras postagens que tenho feito carregando certa crítica em relação às instituições religiosas. A mentira e a falácia a respeito das igrejas. 
Igreja, pela definição dada no livro de Matheus, é a morada do Senhor. E essa morada, é nada além de dentro dos nossos corações. Mas veja bem, eu não sou cristão, afirmo isso com base nos meus estudos sobre a bíblia que tanto repudio. É realmente chato ensinar padre a rezar a missa, mas eu preciso me expressar sobre as ilusões e tentações que tem se armado no mundo, tentando nos induzir a um falso despertar, e uma armadilha para nossas mentes, nossos corpos, e nossas vidas como um todo.
Prezo pela saúde e proteção de todos a quem conheço. E por conta disso, penso que para se protegerem de qualquer forma de abuso e violência mental, a melhor forma de proteger-los, é lhes fornecendo conhecimento. Conhecimento sobre essas técnicas de ilusão e auto-indução pode lhes conceder justamente o que precisam para criarem defesas e barreiras contra qualquer forma de fanatismo e ludibriação.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Asatru


Olá. Eu sou Steve McNallen, e sou líder de uma organização denominada Comunidade Asatru.
Asatru é uma religião nativa européia, e nós próximos minutos eu gostaria de tentar lhe explicar bem o que isso significa.
Asatru foi praticada no território europeu por muitas tribos daquela região. Desde a Islândia até a Rússia; das montanhas congeladas da Escandinava até abaixo na terra ensolarada do Mediterrâneo. Todas essas tribos viveram, lutaram, deixaram seus legados, honraram seus deuses e suas deusas e seus ancestrais.
Hoje, os filhos e filhas da Europa estão espalhados por toda a superfície do globo. E todos pensamos sobre nós mesmos como americanos, ou canadenses ou alemães. Mas por debaixo dessas novas nacionalidades reside uma identidade mais essencial e antiga. Nós somos Anglo-saxões, nós somos Vikings, nós somos Charueski, todas as velhas tribos das quais descendemos. Nós somos europeus em torno de quarenta mil anos. E somos cristãos por consideravelmente menos do que dois mil anos. Talvez seja o momento para observarmos o caminho de nossos ancestrais, o modo como eles se relacionavam, como se relacionavam com os deuses e o mundo em torno deles. E procurarmos ver se existe alguma coisa que pode nos trazer benefício, para nós simples humanos do século vinte e um.
Nos ano sessenta e setenta do século vinte, muitas pessoas que tinham suas raízes ancestrais no solo norte americano começaram a buscar suas tradições antepassadas. Parte disso foi expresso dentro de suas maneiras políticas, mas parte também trabalhou com seu lado espiritual à maneira de seus ancestrais. E mais ou menos no mesmo período, pessoas de descendência africana começaram a buscar tudo o que os conectasse de volta à áfrica. Suas roupas, sua comida, sua cultura, sua maneira de lidar uns com os outros, e por consequência, seu modos com a espiritualidade também.
Agora chegou o momento das pessoas com descendência européia; não apenas as que residem na América, mas as que estão por todo o torno do mundo; a correr atrás dessa identidade mais antiga e enraizada. Buscar novamente para os modos espirituais que deram aos nossos ancestrais à força, a coragem, a proteção e a inspiração para sobreviver em um mundo cheio de dificuldades.
Não é fácil para mim lhe conceder uma amostra de todas as crenças e dogmas da Asatru em uma apresentação tão curta como essa. Mas eu de fato tenho algumas colocações que eu gostaria de ler as quais eu penso passarem um pouco sobre o “sabor” da Asatru. Como a Asatru se encaixa em nossos corações, qual é a sensação que nos passa. Eu tenho aqui, nove colocações:

Número Um: O Mundo é bom. Prosperidade é bom. A vida é boa, e nós deveríamos viver-la com alegria e entusiasmo.

Número Dois: Nós somos livres para conduzir nossas vidas em regimento de nossa habilidade, coragem e mente. Não existe nenhuma predestinação, nenhuma limitação imposta por nenhuma divindade externa.

Número Três: Nós não precisamos de salvação. Tudo o que precisamos é da liberdade para encarar nossas vidas com coragem e honra.

Número Quatro: Nós estamos conectados com todos nossos ancestrais, eles são uma parte de nós, e nós no futuro seremos parte de nossos descendentes.

Número Cinco: Nós somos também conectados a toda nossa egrégora vivente. Ligados à nossa família e a todos os descendentes das tribos européias. Esses são a nossa família maior.

Número Seis: Nós somos conectados a natureza, e estamos sujeitos à suas leis. O poder sagrado está expresso na beleza e mente da natureza.

Número Sete: Nós acreditamos que moralidade não depende de mandamentos. Mas surge da dignidade e honra dos homens e mulheres de mentes nobres.

Número Oito: Nós não tememos os poderes supremos, ou nos consideramos destes escravos. Pelo contrário, nós dividimos comunhão e amizade com o divino. Os deuses nos encorajam a crescermos e avançar para níveis mais elevados.

Número Nove: Nós praticamos Asatru honrando as viradas das estações, honrando os ancestrais, o divino e a nós mesmos todos os dias.

Asatru é sobre seguir um caminho, é conectar-se, é sobre voltar para casa.

Essa é minha tradução para o vídeo. Ela está relativamente incompleta, pois faltam alguns nomes citados os quais não pude identificar por falta de melhor conhecer. Mas este problema em breve será superado quando puder tirar minhas dúvidas com um praticante da Asatru grande amigo meu.
Ao meu olhar, está declaração é belíssima. A maneira como a Asatru encara o divino, é por mim, considerada a mais ideal. Não faz sentido nós curvarmos em torno de divino como serventes sem dignidade. Não faz sentido acreditar que nosso destino está fora de nosso controle, como se nossa Vontade não tivesse qualquer influência sobre nossa própria vida.
Possuo minha espiritualidade desenvolvida à minha própria maneira. E por esta não considero proveitoso tentar julgar qual meio é mais certo ou mais errado. Mas também não posso afirmar que qualquer caminho lhe conduzirá a um bom destino.
Muito brevemente, dou aqui a minha definição sobre o bom caminho. Os bons caminhos são aqueles em que você é livre para ir e vir. A porta está sempre aberta, ninguém te convida a entrar, pois você deve de encontrar o caminho até ela por conta própria. E uma vez trilhando o caminho, caso você queira sair, ninguém irá lhe segura de maneira a impedir-lo, pois você também deve ser livre para ir e vir quando bem desejar. Esses são os bons caminhos, aqueles em que ninguém te ameaça ou te diz que você está em perigo por estar fora do caminho DELES. Qualquer caminho que tente monopolizar os caminhos para a iluminação, também não pode ser um bom caminho.
Não vou citar nomes ou exemplos, apenas deixar esta como minhas concepções sobre os bons e os maus caminhos espirituais. No próximo post, vou traduzir um vídeo sobre controle mental e paranóia religiosa.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Macacos Dançarinos



Há bilhões de galáxias no universo observável. E cada uma delas contém centenas de bilhões de estrelas. Em uma dessas galáxias, orbitando uma dessas estrelas, há um pequeno planeta azul. E este planeta é governado por um bando de macacos. 
Mas esse macacos não pensam em si mesmos como macacos. Eles nem se quer pensam em si mesmos como animais. De fato, eles adoram listar todas as coisas que eles pensam separá-los dos animais: Polegares opositores, autoconsciência, eles usam palavras como Homo Erectus e Australopithecus. Você diz to-ma-te eu digo to-ma-ti. Eles são animais, certo?
Eles são macacos. Macacos com tecnologia de fibra ótica digital de alta velocidade, mas ainda assim macacos. Quero dizer, eles são espertos, você tem que conceder isso. As pirâmides, os arranha-céus, os jatos, a Grande Muralha da China, isso tudo é muito impressionante, para um bando de macacos.
Macacos cujos cérebros evoluíram para um tamanho tão ingovernável que agora é bastante impossível para eles ficarem felizes por muito tempo. Na verdade, eles são os únicos animais que pensam que deveriam ser felizes, todos os outros animais podem simplesmente ser.
Mas não é tão simples para os macacos, pois os macacos são amaldiçoados com a consciência. E assim os macacos têm medo, os macacos se preocupam, os macacos se preocupam com tudo, mas acima de tudo, com o que todos os outros macacos pensam. Porque os macacos querem desesperadamente se encaixar com os outros macacos. O que é bem difícil, porque a maior parte dos macacos se odeia.
Isto é o que realmente os separa dos outros animais. Estes macacos odeiam. Eles odeiam macacos que são diferentes, macacos de lugares diferentes, macacos de cores diferentes. Sabe, os macacos se sentem sozinhos, todos os 6 bilhões deles.
Alguns dos macacos pagam outros macacos para ouvir seus problemas. Os macacos querem respostas, os macacos sabem que vão morrer, então os macacos fazem deuses e os adoram. Então os macacos começam a discutir quem fez o deus melhor, e os macacos ficam irritados e é quando geralmente os macacos decidem que é uma boa hora de começar a matar uns aos outros.
Então os macacos fazem guerra. Os macacos fazem bombas de hidrogênio. Os macacos têm o planeta inteiro preparado para explodir. Os macacos não sabem o que fazer.
Alguns dos macacos tocam para uma multidão vendida de outros macacos. Os macacos fazem troféus e então eles os dão para si mesmos como se isto significasse algo.
Alguns dos macacos acham que sabem de tudo. Alguns dos macacos lêem Nietzsche. Os macacos discutem Nietzsche sem dar qualquer consideração ao fato de que Nietzsche era só outro macaco.
Os macacos fazem planos. Os macacos se apaixonam. Os macacos fazem sexo e então fazem mais macacos. Os macacos fazem música, e então os macacos dançam. Dancem macacos, dancem! 
Os macacos fazem muito barulho, os macacos têm tanto potencial. Se eles pelo menos se dedicassem. Os macacos raspam o pêlo de seus corpos numa ostensiva negação de sua verdadeira natureza de macaco.
Os macacos constroem gigantes colméias de macacos que eles chamam de "cidades". Os macacos desenham um monte de linhas imaginárias na terra. Os macacos estão ficando sem petróleo, que alimenta sua precária civilização. Os macacos estão poluindo e saqueando seu planeta como se não houvesse amanhã. Os macacos gostam de fingir que está tudo bem.
Alguns dos macacos realmente acreditam que o universo inteiro foi feito para seu benefício, como você pode ver, esses são uns macacos atrapalhados.
Estes macacos são ao mesmo tempo as mais feias e mais belas criaturas do planeta, e os macacos não querem ser macacos, eles querem ser outra coisa mas não são.

Eu sei, seu sei, esse vídeo é dos antigos. Mas como esse blog também me serve para poupar digitais, eu coloco aqui, o que não desejo precisar repetir e repetir dezenas de vezes em fóruns por ai a fora.

Esse vídeo nós trás uma reflexão deveras muito boa sobre a nossa realidade como humanos, vivendo nessa nave redonda, sem compreender de onde viemos, sem tanta certeza sobre para onde vamos nos dirigir.
Muito se questiona e debate sobre a origem de tudo, bem como se discuti o fim do mundo. Mas o princípio e o fim existem muitas questões mal resolvidas, e que merecem muito mais nossa atenção.
       Se existe sentido em observar o passado, que seja para aprender com as lições que este nos provém, e aplicar-las no cotidiano. Caso seja para ponderar sobre como será o futuro, que passemos a trabalhar hoje, para uma melhor construção sobre o que herdarão nossos descendentes.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Apenas um Passeio


Eu vi a neblina, vi pela primeira vez. Creio que deva ser uma sensação como essa a impressão de ver o mar pela primeira vez. Eu cutuquei meu amigo e fiz questão de explicitar a todos minha enorme felicidade de ver a neblina pela primeira vez. Sobre os morros, cobrindo a copa das árvores. O carro passou por debaixo dela, e eu pude ver tudo ao redor tomado por uma nuvem cinzenta.
A paisagem de montanhas me atrai muito mais do que as praias de meu estado. Talvez por que eu moro a poucos quarteirões da praia mais poluída de minha cidade, na qual tanto fui carregado em minha infância. Talvez as melhores e mais belas paisagens sejam justamente as que de nós se encontram distantes. Talvez tenhamos como belo, justamente as coisas das quais não podemos encontrar tão facilmente. Por vezes colocamos dificuldades à nossa frente, de maneira a tornar mais gratificante e saboroso o momento em que alcançamos nossos objetos de desejo.
Foi o melhor final de semana em muitos meses – dentre os que não incluem a “companhia” de uma figura feminina. Joguei tennis, sinuca, e AOE2. Entrei na piscina, na banheira de hidromassagem e na sauna seca. Comi pizza caseira e uma lasanha que desafiou meu estômago – fiquei triste de ver a travessa pela metade, mas não ter lugar para esta comer. Escrevi, li e ainda meditei. Eu poderia passar uma semana inteira naquele lugar tão bucólico e pacífico. Mas infelizmente, este não tinha internet.
Geni e o Zepelin. Muitos interpretam essa belíssima música de Chico Buarque como uma sátira a respeito de um Salvador, seja qual for este. Tomam Geni como Jesus, mas eu prefiro ampliar a visão, e pensar como se fosse qualquer salvador em termos mais amplos.







Bill Hicks, um dos meus comediantes favoritos – fato que já mencionei aqui. Em seu apelo final, me encerramento de um de seus mais famosos shows, ele faz questão de trazer uma mensagem deveras muito significativa para a platéia. Ele tratou daqueles, que em minha opinião, são os verdadeiros salvadores. As pessoas que tentam nos mostrar como nossa vida é efêmera, e como não podemos nos iludir com sensações de status e felicidade material.
Eu poderia passar muito mais com que uma semana naquele sítio. Sou grato pelo convite feito amigo de longa data, a partilhar com ele aquele espaço de calmaria de restauração. Mas assim foi bem lá que decidi escrever essa postagem, pois foi quando percebi que não me lamentei na hora de retornar à cidade – mais por canta da internet. Pois só quando em minha casa cheguei, é que tive ganhei a consciência. Foi apenas um passeio, e assim ele deve permanecer. Por mais que aquele lugar possua quase tudo que eu gostaria de desfrutar pelo resto da eternidade – vocês bem sabem o que estava faltando – lá eu não poderia me esconder para sempre. Foi apenas um passeio, assim como a vida, na descrição de Bill Hicks. Mais vale pontuar nossa existência pela eternidade a nos prender nas alegrias efêmeras.

sábado, 13 de novembro de 2010

Oh rapaz, fecha as asas!

            Comecei com um simples exercício onde eu prendia a minha respiração por cinco segundos e depois esvaziava meus pulmões, repeti por cinco vezes. Depois voltei a respirar normalmente seguindo um exercício de meditação simples, me concentrando na minha respiração. Aos poucos senti meus braços se perderem entre o colchão e o lençol, minhas pernas seguiram no processo. Quando senti que estava próximo do estado desejado, comecei a expandir.
            Enviei energia para todos os lados, para amigos que a muito não via, para amigos que precisam de mim, mas eu não posso estar lá para ajudar-los. Meus braços começaram a expandir (sempre começa com os braços) até que o inesperado aconteceu. Eu senti uma onda de energia me atingir pelo estômago, e logo ela se espalhou por todo meu corpo. Era o estado que eu desejava alcançar, sentindo meu corpo cada vez menos, eu projetei uma corda no teto de meu quarto e então comecei a puxar a mesma na minha imaginação. Como resultado, eu senti a pressão da corda na palma de minhas mãos, meu coração começou a bater muito forte em meu peito. Sentia como se o meu corpo fosse oco, com exceção do meu coração, que batia pesadamente em meu peito.
            Como se não bastasse o esforço para controlar o meu coração, eu ainda sentia o músculo de meus braços tentando tencionar-se. Ainda que estivesse sentindo aos poucos minhas pernas se elevarem, como que desejando deixar meu corpo sem sucesso, e mesmo quase sentindo o meu torso abandonar meu corpo, eu forcei a minha saída do transe.
            Frustrado por mais uma noite, eu decidi que já passou da hora de escrever com seriedade sobre as minhas recentes experiências. Não, eu não desejo falar sobre viajem astral, eu desejo falar sobre um assunto demais intrigante mesmo para mim (intrigante para mim? Imagino para você!). Estou a falar em um assunto que envolve a teoria da reencarnação.
            Allan Kardec afirma em seus livros (falo isso por confiança no estudo de terceiros) que ao perguntar aos espíritos superiores a respeito do universo e a maneira que se organiza, os mesmos responderam que existe diversas dimensões carnais. Como na idéia de realidades paralelas, os espíritos transitam em encarnações em diferentes mundos, e cada mundo se encontra em um diferente patamar de evolução espiritual.
            Parte-se então da premissa de que é possível para seres de outros mundos encarnarem em nosso mundo, mas na forma de vida física de um humano, ainda não seja um humano. E como denominar seres de outros mundos encarnados como humanos no mundo em que vivemos? Trato agora sobre o assunto que não posso mais ignorar dentro do universo das minhas prosas, Otherkins.
            Pouco se fala ou se comenta sobre eles, os mesmos são muito reservados. Segue aqui, o trecho retirado de um fórum paranormal a respeito do assunto:

“Otherkins: é uma sub-cultura de pessoas que se identificam como não-humanos.
As essências mais conhecidas são 10.
Anjos, Demônios, Dragões, Elfos, Fadas, Harpyas, Humanos, Licantropos, Ranianos e Vampiros.

(...)

Um otherkin é basicamente uma pessoa que não consegue se adaptar as características de sua espécie e se sente deslocado no meio da sociedade. Não existe tradução literal dessa palavra para português, mas a melhor definição seria "de outra parentela" ou "de outra espécie"

Muitas pessoas que se reconhecem como otherkin acham que têm origem em outros mundos ou dimensões (isto é, nasceram neste planeta com um corpo físico mas não sentem sua essência como sendo humana e sentem que vieram de outro tempo / dimensão).

Características básicas de um otherkin:

>O sentimento comum a todo otherkin é "Não sou daqui".
>Aparenta ser mais jovem (+ ou - 5 anos).
>Se sente mais espiritual e/ou mental do que material.
>é atraí do por algum tipo de droga; usa, já usou ou pensa em algum dia experimentar.
>Tem variações bruscas de humor, por exemplo, num momento você está feliz e no minuto seguinte está super deprimido, depois fica bem de novo em pouco tempo.
>é desligado (mas não alienado).
>Não suporta sentir frio e / ou calor excessivo, ou em outros casos tem grande resistência í temperaturas extremas.
>Quando viaja prefere visitar lugares que poucos visitam, de preferência estranhos e exóticos, e quanto mais longe melhor.
>Curte chuva.
>Geralmente tem nojo de carne, principalmente vermelha, e muitos são vegetarianos.
>As vezes sente vontade de fugir para um lugar que não sabe exatamente onde fica nem o que é.
>Alguns pensam as vezes que seria melhor morrer logo (mas não necessariamente se matar).
>Sente-se atraí do por cemitérios.
>Sempre acha que vai ser parado pela polícia na rua, mesmo que não tenha motivo nenhum pra isso!
>é interessado em ufologia, filosofia, astrologia, ocultismo, magia, viagem astral ou qualquer outra ciência do desconhecido.
>Não suporta violência de qualquer espécie, é raríssimo se envolver em luta física.
>Tem aversão a pessoas rudes e grosseiras.
>Quase sempre tem conflitos de relacionamento em casa, na escola e / ou no trabalho.
Se sente deslocado em reuniões de família.
>Não se adapta as características culturais vigentes da sua cidade / país, principalmente as mais populares.
>Tem inteligência acima da média, podendo chegar a genialidade na área onde atua.
>Tem mais facilidade de se relacionar com outros otherkin.
>é ligado em artes (música, cinema, arquitetura, design etc).
>Não gosta de trabalhar em empregos normais; odeia trabalhos braçais, robóticos e mecânicos.
>Não curte academias, ginástica, musculação, exercício físico sistemático.
>Curte visual próprio e estilo único, através de roupas diferentes, cabelos coloridos, dreads, tattoo, piercing etc. Otherkin tem pavor de caretice.
”


            As características apresentadas acima poderiam ser agregadas a algumas específicas tribos urbanas, como os dark ou os punk. Mas é necessário separar e evitar a confusão quando se fala sobre otherkins.
Quando se tem sintomas de estar com dengue, parte-se da hipótese de que o paciente pode estar contaminado com o vírus da dengue, mas também não invalida a idéia de que ele pode estar sofrendo de qualquer outra doença cujos sintomas ainda não se manifestaram na totalidade. Ou ainda, o paciente não tem qualquer doença nem contaminação alguma, está manifestando sintomas com causas supérfluas.
Analogamente, não é por que uma pessoa possuiu as características citadas acima que ela é necessariamente vista como um potencial otherkin. Os “sintomas” acima podem ter fundamentos psicológicos completamente diferentes da que daria fundamento para apontar-lo como um otherkin. Mas também não é por que possam existir outras explicações que a possibilidade de ela ser um otherkin é invalidada.
Mas o que significa ser um ser não humano no corpo de um humano? Primeiro, se tal hipótese é real, ela validaria ou pelo menos reafirmaria ainda mais a hipótese da reencarnação ser verdadeira. Pois é um pouco difícil imaginar alguém desenvolvendo uma essência não humana dentro de um corpo humano. É claro que essa essência poderia sofrer alterações ao longo do tempo, mas para esse caso, não seria possível classificar as diferentes “mutações” em grupos pré-organizados. Pois cada essência seria totalmente distinta das outras. Estamos aqui falando de pessoas que afirmam não terem nascido completamente humanas, mas que em um dado momento em suas vidas despertaram para a sua real natureza. Humanos em corpo físico, outra coisa em corpo astral. Sim, astral. A idéia é a de que quando você se projeta no plano astral, você pode finalmente ver a sua essência, pois o seu corpo astral se distingue do de qualquer humano natural em cor, e mesmo em forma.
Como sou bom estudioso, hoje montei um dos circuitos mais chatos e confusos que já conheci de perto (embora não seja grande coisa, e a idéia fosse “roubada” de outros). A coisa não funcionou bem da maneira que eu esperava (a luminosidade não era a mais apropriada). Confuso, porém ainda contente, eu me despedi de minha colega e fui andando para casa debaixo de uma chuva leve, mas ventando frio.
Como bom estudioso que sou pretendo me projetar no plano astral, e ver com meus próprios olhos o que já afirmaram para mim, mas eu preciso poder ver com meus próprios olhos. Quanto a aqueles que se interessarem em se projetarem também, eu desejo boa sorte e que não desanimem com as sucessivas falhas e fracassos. 


http://www.ceaec.org/    http://www.viagemastral.com/

domingo, 7 de novembro de 2010

Odeio pijamas

            Foi mais uma noite daquelas. Sonho dentro de sonho dentro de outro sonho (totalmente ao estilo “A Origem”). É cansativo. Eu durmo quase 10h horas nas noites em que esses sonhos malucos me abatem.
Eu sonhei que estava tentando dormir, mas que uma entidade sinistra não desejava me deixar dormir. Eu acabei conseguindo dormir (dentro do sonho) entrando, portanto, dentro de outro sonho, mas fui arrebatado deste, por conta da entidade sinistra do sonho anterior. Voltando ao sonho original, eu passei um dia inteiro (dentro do sonho) tentando descobrir o que era que estava tentando me impedir de dormir.
Na noite seguinte (do sonho!) eu estava tentando dormir, mas a entidade não queria me permitir, perturbava o meu sono. Eu consegui dormir novamente e sonhar, mas novamente a entidade sinistra me acordou tenebrosamente.
Na terceira noite, eu descobri qual era o mistério por trás da entidade sinistra, e era uma questão de álgebra linear! Indignado e perplexo, eu acordo para o “mundo real”, e fico ainda alguns minutos na cama tentando encontrar outro vetor para encaixar no conjunto e compor uma base para a quarta dimensão.
A temática dos sonhos veio à tona nos meus pensamentos dentro das últimas semanas. Desejava estar agora tratando de outras temáticas para o meu blog, mas é que essa daqui não tem como mais adiar.
Muitos já tentaram interpretar-los. Freud pensou se tratar de desejos íntimos reprimidos. A neurociência dos tempos atuais diz tratar de conexões aleatórias de áreas do nosso cérebro que conscientemente não estão ligadas umas às outras. O que nos permite degustar um som, ou mesmo ouvir uma paisagem.
Eu pessoalmente prefiro dar uma interpretação deveras mais esotérica ou no mínimo espírita para a coisa. Nada se relaciona a religiões ou teísmos o que estou para dizer. Trata-se apenas de uma ciência pouco explorada, sem comprovação, mas que a meu ver não é descartável. Do contrário, merece ser avaliado com muito carinho e atenção.
Muitos descrevem coisas espírito e alma como propriedades inexploráveis pela ciência empírica. Talvez de fato o seja, mas eu vou tentar tratar da idéia no campo mais filosófico possível. Utilizemos uma terminologia diferente, vamos falar sobre a consciência.
Imagine que o mundo, o universo e a realidade são compostos por dois hiper-universos distintos um do outro. Um deles representa o plano físico, o outro o plano da abstração. O plano da abstração que vou tratar como o plano onde está a nossa consciência. Sendo então, os nossos corpos são meramente projeções do plano da nossa consciência dentro do plano físico. Para ajudar a visualizar, pense nos jogos de MMORPG. O mundo virtual desses jogos representaria o plano físico, e o mundo real onde vivemos representaria o plano da nossa consciência. Desta forma, o nosso avatar dentro do jogo é nada além da nossa projeção dentro do plano virtual do jogo. E esse dito plano virtual, é o espaço e o veículo que nós temos normalmente para interagirmos com as outras pessoas, por meio dos avatares das respectivas.
Dado a analogia, fica simples imaginar o plano virtual do jogo, como o plano físico da realidade, e o plano de vida do jogador, como o plano da consciência, o plano que se projeta sobre o outro, para permitir a interação entre as pessoas. Sim, o seu corpo físico é o seu avatar. A esse ponto, você pode muito bem chamar o seu consciente de alma, caso julgue necessário. Essa é a maneira com que eu interpreto a existência como um todo. Um plano se projetando sobre outro.
Mas para aqueles que devem estar pensando:
“Espere um momento. Nos jogos online, eu tenho uma vida dentro do jogo, por meio do meu personagem, ou avatar que seja. Mas eu também sigo com uma vida completamente diferente no mundo real. Mas se o mundo real é o plano da projeção, quando é que eu vivo a minha vida no plano da consciência?”
Espero que a essa altura você já tenha encontrado a resposta. É por meio dos sonhos que vivemos a nossa outra vida! Mesmo de maneira filosófica apenas, os sonhos compõem um universo totalmente paralelo à nossa realidade compartilhada. Dentro deles, podemos tomar a forma que desejarmos. Dentro dos sonhos, tudo o que compõem o nosso universo individual ganha vida, eles fazem parte do processo que nos ajuda a construir os nossos conceitos a respeito da realidade da “vida real”. Utilizo aspas, porque em minha opinião, os sonhos são mais reais do que a vida fora deles. Não pela veracidade, mas por nos mostrarem a verdade nua e crua a respeito da nossa existência. Não existe ordem absoluta no universo. Não existe nenhum arbitro regente coordenando os acontecimentos. Estamos todos jogados soltos dentro de nossas próprias subjetividades.
A maneira com que enxergamos o mundo tem mais influência do que imaginamos. Caso acreditemos que algo seja impossível, então nunca alcançaremos tal ideal. Caso todos acreditem que os problemas que nos envolvem são incorrigíveis e irreparáveis, como é que esperamos poder melhorar a realidade que nos cerca? Não basta sonhar com melhorias, precisamos acreditar nelas, assim como acreditamos estar fazendo coisas incríveis e impensáveis, quando não tomamos consciência de estarmos meramente sonhando.
Não podemos deixar nos abater e pensar que tudo a nossa volta está fadado ao fracasso. A realidade em que vivemos é uma mentira, nossos sonhos provam isso. Não me peça que acorde para a realidade, pois peço primeiro que olhe à sua volta e me responda: “Você se lembra de como veio parar aqui?”

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A Maneira com que percebemos as coisas

   Esta vendo está linha de texto que leu agora mesmo? Olhe novamente, ela já não é mais a mesma. O mesmo vale para todos os objetos que lhe cercam neste mesmo instante, incluindo o seu próprio corpo. Isso acontece por uma razão muito simples. Tudo o que você vê, está na verdade sendo refletido pela luz. Portanto tudo o que chega aos seus olhos é apenas uma fotografia do passado daqueles objetos. Isso sem mencionar o fato de que os objetos estão em constante movimento devido às vibrações das moléculas, e também estão em constante transformação mórfica devido às reações químicas.
   Atrelada com todas essas idéias, ainda temos a nossa memória inferindo sobre a nossa visão. Para evitar o desgaste de armazenar, a todo o momento, toneladas e toneladas de informações, o nosso cérebro chegou a uma interessante solução. A nossa visão está constantemente comparando o que vê com coisas que já conhecemos. Exemplo, quando você se recorda de ter visto um dito objeto, mas não é capaz de descrever-lo em detalhes, apenas identificar qual objeto era. Tomando como base as semelhanças, entre o que se vê e a imagem obtida, nosso cérebro literalmente vê o que quer. A consequência disso é conseguir enxergar monstros ou espíritos, onde só havia sombras, principalmente depois de assistir um filme de terror.
  Com isso, tomamos a conclusão de que a visão pode sofrer influência do nosso estado emocional. E a nossa capacidade de enxergar alguma coisa ou não, depende também do nosso conhecimento. O cérebro maduro odeia ser colocado em frente de algo que ele não compreende. Por isso ele está o tempo todo tentando comparar o que vê com algo ou alguma ideia que ele conhece previamente.
   E o que dizer a respeito dos trovoes? Trovoes são um tanto lentos não concorda? É possível contar os segundos de diferença entre a chegada do relâmpago e a chegada do trovão. Porém, ainda assim, não se pode confiar em nenhum dos dois para precisar o momento em que o raio caiu.
   Ambos, visão e audição, são os sentidos mais frequentemente usados por todos nós para percebermos a realidade que nos cerca. E ainda assim, são os sentidos mais falhos e imprecisos que possuímos. Exemplo disso é a maneira com que a nossa visão se deixa tão facilmente ser enganada por uma ilusão de ótica. Ou ainda, a maneira com que a tecnologia de áudio MP3 é capaz de fazer a sua audição lhe informar que tem um determinado som que está sendo emitido a uma determinada distância ou posição dos seus ouvidos. Quando, na verdade, se é sabido que os fones estão grudados nos seus ouvidos. Mas o melhor exemplo, aquele em que todos os seus sentidos lhe apontam uma mentira, é quando você é posto de frente para um Ilusionista. O Ilusionista é habilmente capaz de fazer todos os seus sentidos lhe apontarem como certa, uma ideia equívoca.
   Como consequência de termos uma capacidade sensorial tão pobre e limitada, nós temos extrema dificuldade de traduzir a realidade do universo nas nossas linguagens e ciências. Percebemos bem isso quando tentamos afirmar verdades ditas absolutas a respeito da realidade que tanto afirmamos perceber ou sentir.
   Se analisarmos a história da construção do saber e do conhecimento através de métodos empíricos e racionais, encontraremos um volume exorbitante de erros:
   _O átomo é indivisível! - Afirma Dalton.
   _Que isso! Ele é composto de partículas com cargas jogadas em uma gelatina de carga oposta à das partículas. – Explicou Thompson.
   _Lhes faltam é critério experimental, senhores. O átomo é organizado em camadas de partículas minúsculas que giram em torno de núcleo maciço, porém pequeno. – Monologa Rutherford.
   _Que viajem! – Exclama Dalton.
   _Muito interessante Rutherford, mas esqueceu de mencionar sobre os sub-níveis e os orbitais. Tirando isso, você até que descreveu muito bem! – Completou Bohr.
   _Agora eu me embolei todo! – Se confunde Thompson.
   _Somos dois então! – Concorda Dalton.
   _ Na verdade, faltou um bocado de coisas. – Interfiro eu.
   _Como? – Indagam todos, menos eu, em uníssono.
   _Faltou falar sobre os quarks, sobre o spin dos elétrons e dos prótons. Faltou principalmente explicar que a matéria é composta por uma infinidade de minúsculas cordas que vibram na décima dimensão.
   _A juventude está perdida! – Se espanta Dalton, apoiado pelo Thompson.
   _Será que até o ponto aonde nós chegamos, não está bom demais? – Pergunta Bohr.
   _Não! Não está! – Enfatizo eu.
   _Não está sendo um pouco exigente demais? – Se defende Rutherford.
   _Não exijo nada além de que me descrevam a realidade com a mesma precisão com que todos vocês acreditavam estar fazendo. – Concluo eu.
   Eu poderia fazer diversas outras estórias como essas para diversas outras ciências, com diversos outros personagens. Eu contracenaria com Lamarc e Darwin. Discutiria traumas de infância com Freud e ainda bateria um papo muito cabeça com Thomas Hobbies e Platão. Porém eu julgo ser estritamente desnecessário.
   Por mais que nos esforcemos, a capacidade que temos de perceber e traduzir a realidade é limitadíssima e falha. Por isso, por mais que possamos apontar hoje para uma afirmação e atestar-la como verdade, ela será apenas uma aproximação da realidade.
   Para que algo possa ser dito como verdade, deve antes passar pela provação das perguntas. Se uma afirmação, depois de questionada sobre os mais variados prismas possíveis, se manter verdadeira, passará a ser o que possuímos de mais próximo da realidade. Pois caso surja outra pergunta que coloque essa afirmação em incoerência interna ou mesmo em contradição, passará a ser necessário a elaboração de outra afirmação que se sustente melhor.
   E assim deveria proceder-se o desenvolvimento do conhecimento. Com o mínimo de postulados possível, e sem nenhuma verdade empurrada ou mesmo aceita sem questionamentos.
   Concluo, pois dizendo que todo o saber que possuímos hoje se manterá verdadeiro apenas, e exclusivamente, até que surjam idéias que combatam esse saber na devida eficácia. Até lá, praticaremos as aplicações sobre o que conhecemos com a devida funcionalidade. Mas nunca nos esquecendo de uma ideia:
   “Não é por que é funcional, que uma prática se torna correta. Quem faz o certo sem entender porque o faz, peca na falta do conhecimento.”